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terça-feira, 24 de maio de 2016

Alimentos que devem ser evitados e os que podem ser consumidos durante o outono e o inverno


As sopas de verduras e legumes têm baixas calorias e são ricas em vitaminas e fibras. Prefira adicionar temperos naturais durante o preparo como manjericão, pimenta e alho, ao invés do sal em excesso, que pode ser um agravante aos portadores de doenças cardíacas e hipertensão 

Com as temperaturas mais baixas, o organismo gasta mais calorias para manter o corpo aquecido. Por isso, as pessoas sentem tanta vontade de comer e, muitas vezes, optam pelos alimentos mais calóricos.

A sopa, por exemplo, costuma ser uma boa pedida nesta época. O problema é quando o excesso de carboidrato e queijos gordurosos são os ingredientes da receita. Além disso, alguns itens podem ser substituídos para deixá-la mais saudável.

Os pães, que geralmente são utilizados no acompanhamento desses pratos, também precisam ser consumidos com cautela, assim como o macarrão, pois ambos são ricos em carboidratos. Embora o nutriente seja importantíssimo para o organismo - já que é responsável por liberar glicose e fornecer energia para as células -, quando consumido em excesso pode aumentar os níveis de triglicerídeos sanguíneos e o peso.

“Já os queijos amarelos e o creme de leite, utilizados para dar consistência às sopas, são ricos em gorduras, e podem elevar a taxa de colesterol. Neste caso, o ideal é substituir por ricota e queijo fresco, e usar farinhas e grãos para engrossar estas preparações”, esclarece o nutrólogo do HCor - Hospital do Coração, em São Paulo, Dr. Daniel Magnoni.

Alimentação saudável e gostosa no outono e inverno, sim!
De acordo com o nutrólogo, é possível ser saudável nestas estações mais frias. As sopas de verduras e legumes têm baixas calorias e são ricas em vitaminas e fibras. “Prefira adicionar temperos naturais durante o preparo como: manjericão, pimenta e alho, ao invés do sal em excesso, que pode ser um agravante aos portadores de doenças cardíacas e hipertensão”, explica Dr. Magnoni.


Outro prato muito consumido nesta época do ano é o fondue. De tradição Suíça, ele também pode ser apreciado, mas com moderação. Os de carne são mais saudáveis quando comparados com os de queijo, por conter menos gordura.


“Uma dica é grelhar a carne antes de levá-la ao réchaud, com o intuito de diminuir a absorção de gordura no creme. Nestes casos, o ideal é evitar a utilização de maionese e do creme de leite e, ao invés dos pães, uma boa alternativa é o consumo de cenouras, batatas, brócolis e couve-flor, por exemplo”, recomenda.


Para o fondue de chocolate, o amargo é o mais indicado por oferecer menos quantidade de gordura. Banana, morango, kiwi, manga e uva são opções de frutas para saborear com este tipo de chocolate.


“Já nos lanches da tarde, troque o chocolate quente e os biscoitos por chás e torradas integrais. Além do consumo de alimentos saudáveis no inverno o ideal é continuar com a prática de atividade física, como em qualquer outra estação do ano”, finaliza.


segunda-feira, 23 de maio de 2016

Por que temos vontade de comer um doce depois do almoço?




Nutricionista explica por que temos essa vontade e ensina a saciá-la sem sair da dieta

No meio do expediente ou entre as refeições é comum sentir aquela vontade de consumir um docinho, seja uma bala, chocolate, doce de leite ou uma trufa. Essa necessidade do corpo é frequente, e a nutricionista do Hospital e Maternidade São Cristóvão, Ana Paula Gonçalves da Silva esclarece as dúvidas sobre o tema.

Depois do almoço é normal sentir vontade de comer doces, isso acontece porque os alimentos mais pesados demoram a ser processados. “Também existe outra explicação para essa necessidade. Assim que terminamos uma refeição pesada, rica em carboidratos, muitos de nós temos o que chamamos de Hipoglicemia Reativa, um estado de baixa de açúcar no sangue, consequência de uma liberação excessiva de insulina. Quando isso acontece o cérebro aciona a necessidade de glicose na corrente sanguínea e vem o desejo do famoso docinho” explica a nutricionista.

Ana Paula ressalta que a glicose é muito importante para o bom funcionamento do cérebro, “Os doces quando consumidos em quantidades módicas não são vilões. O açúcar também é chamado de alimento dos neurônios e por isso quando alguém precisa de energia, o corpo “pede” açúcar, pois é o principal alimento do cérebro”, diz. Além disso, a glicose dá uma sensação de prazer e felicidade e funciona como uma defesa contra o estresse, “Isso ocorre porque ela mexe com neurotransmissores, como a dopamina e a serotonina, ligados a esses sentimentos”, completa a nutricionista.
Confira as dicas da nutricionista para saciar essa vontade sem abrir mão da saúde:

·   Alimentos estratégicos: “Alguns alimentos como: aveia, banana, maçã, canela, castanha-do-pará e grãos em geral ajudam a diminuir a vontade de comer doces. O consumo regular contribui para a redução da vontade de comer doces”.

Vá devagar:Se a pessoa tem o hábito de consumir diariamente doces, o ideal é ir diminuindo aos poucos esse consumo, pois se parar totalmente pode ocorrer o efeito rebote, ou seja, pode até conseguir manter a ausência dos doces por alguns dias, porém, logo não aguentará mais e vai passar a comer mais doces do que já comia”


Faça substituições no cardápio: “Ao invés de optar por sobremesas preparadas com muito açúcar ou biscoitos industrializados, podemos consumir frutas frescas ou secas após o almoço. Experimente uvas passas e tâmaras, pois elas possuem um sabor mais adocicado”.


Não resistiu? Substitua! “Por exemplo, quando a vontade de tomar sorvete for grande, opte pelo picolé de frutas, pois os teores de açúcar e gordura são menores quando comparados com as versões cremosas. Gelatinas e pudins light também podem ser opções interessantes e nutritivas”.


Teste outras opções para adoçar: “Quando preparamos uma sobremesa ou um bolo podemos trocar o açúcar refinado por uma quantidade reduzida da versão mascavo, melado de cana ou mel. Também pode-se usar frutas frescas ou secas para enriquecer o sabor”.


sexta-feira, 20 de maio de 2016

Como realizar a massagem cardíaca?

As chances de sobrevivência são quatro vezes maiores quando o infartado está perto de alguém que seja capaz de realizar massagem cardíaca

Doenças cardiovasculares são a principal causa de mortes no Brasil. O país registra cerca de 350 mil óbitos por infarto todos os anos, e metade das vítimas falece em até uma hora a partir da manifestação dos primeiros sintomas.
O infarto agudo do miocárdio é a primeira causa de mortes no Brasil, conforme dados do SUS (DataSus). A SOCESP (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) aponta que, em média, uma morte ocorre a cada minuto e meio.
Convicta de que o conhecimento correto pode salvar vidas, a entidade realizará o maior mutirão de treinamento em ressuscitarão cardiopulmonar (RCP) no Brasil. Aproximadamente 5 mil pessoas participarão da ação que acontece durante o 37º Congresso de Cardiologia da SOCESP, nos dias 26, 27 e 28 de maio, no Transamérica Expo Center.

Qualquer pessoa pode inscrever-se e participar gratuitamente do treinamento, que ocorre no dia 28 de maio, das 12h30 às 14h. A inscrição pode ser realizada no link: http://www.treinamentoemmassa.com.br/site/2016.html.
Os participantes serão conduzidos ao “Pavilhão A”, onde assistirão a vídeos sobre saúde do coração e orientações médicas sobre prevenção e depois participarão do treinamento. O treinamento (RCP) é prático e será realizado no “boneco Guizinho”.

Ao falar a respeito da importância do treinamento para salvar vidas, Agnaldo Píspico, cardiologista e diretor do Centro de Emergências da SOCESP, argumenta que perde-se 10% de chance de vida a cada minuto que o serviço de emergência com o desfibrilador demora a chegar. O médico ressalta que o treinamento é um grande aliado na preservação do maior bem que um ser humano possui, a vida.

Sobre o Guizinho
Os bonecos usualmente empregados em treinamentos como custam caro – cerca de 150 dólares cada um – e podem ser usados até seis vezes, no máximo. Para viabilizar treinamentos amplos, foi necessário buscar alternativa econômica e eficiente.
Tal solução atende pelo nome de “Guizinho”, um boneco feito com uma garrafa pet tampada e cheia de ar – cuja pressão fica idêntica ao do tórax humano –, juntamente com outros materiais reciclados usados para encher a camiseta velha com extremidades grampeadas, que serve de invólucro ao “corpo” do boneco.
Testes realizados com 200 estudantes em uma escola de Araras (SP) mostraram que o treino feito com o boneco “Guizinho” é  tão 40% eficaz quanto aquele realizado com os tradicionais manequins importados. O nome do boneco homenageia seu idealizador, o médico cardiologista Agnaldo Píspico, cardiologista da SOCESP.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Leite Desnatado ou Integral?





Afinal, o que é melhor para sua saúde? 

Especialista explica diferenças entre os alimentos com teor de gordura reduzida e os tradicionais

De acordo com o que você deve ter ouvido falar ou lido nos últimos anos, muito provavelmente, a recomendação mais comum tenha sido optar pelo desnatado. Pois bem, a notícia é que você pode ter se enganado durante todo este tempo que acreditava ser esta a melhor opção e, mais, esteve sabotando a sua saúde.

Isso mesmo que você está lendo, os mais recentes estudos de renomados centros de pesquisa do globo provam que o consumo de leite integral pode ser muito mais benéfico para a  saúde do que a opção com menos gorduras, e mais, sugerem que as pessoas que consomem produtos lácteos integrais pesam menos e são menos propensos a desenvolver doenças de coração e até mesmo diabetes, do que aquelas que optam pelos lights e diets.

Isso porque, ao que os estudos indicam, ao priorizar reduzir as gorduras naturais dos alimentos, as pessoas começaram a consumir mais açúcar a carboidratos em contrapartida. Segundo o médico e presidente do Instituto Nacional de Estudos da Obesidade e Doenças Crônicas (Ineodoc), o Dr. Patrick Rocha, existe sim desinformação sobre o assunto, o que tem contribuído significativamente com a epidemia da obesidade globalmente.


"O melhor caminho para uma alimentação saudável não tem tanto a ver com a diminuição do consumo de gorduras de forma generalizada, como nas últimas décadas tentou-se estigmatizar. Mas tem a ver, principalmente, com a qualidade das gorduras que são consumidas. É preciso eliminar do dia a dia, o açúcar e o trigo e adicionar à rotina alimentar gorduras estratégicas para o organismo e proteínas de alto valor biológico", explica o médico


A lógica de consumir gorduras consideradas estratégicas é a mesma no caso do leite, segundo o médico, que afirma que o leite integral não é uma boa opção para quem está acima do peso e sofre com diabetes, não por conta das gorduras naturais que contém, mas sim por causa da lactose, que no organismo funciona como o açúcar e eleva a insulina no sangue.


"Tanto o problema não são as gorduras do leite, que os derivados do integral são considerados altamente nutritivos e podem inclusive ajudar a emagrecer. O Iogurte INTEGRAL, Coalhada INTEGRAL, queijos INTEGRAIS e o Kefir, por exemplo, são alguns dos alimentos derivados e são excelentes opções por estimular o bom funcionamento da flora intestinal e proporcionar sensação de saciedade".


Os leites com baixo teor de gordura, os desnatados, começaram a conquistar popularidade no início da década de 1960. Na época, houve um movimento muito forte nos Estados Unidos contra o consumo das gorduras saturadas, apontadas na época como responsáveis por  levar ao ganho de peso e potencializar  doenças cardíacas.


No entanto, décadas depois, os esforços com foco em redução do consumo de gorduras se mostraram um tremendo fracasso com o crescimento epidêmico de de diabetes e obesidade, provocados principalmente pelo aumento no consumo de açúcar e carboidratos industrializados. Em publicação do Instituto de Pesquisa da Credit Suisse, é apontado que vivemos um momento de virada em relação as tendências alimentares, que tendem a uma alimentação mais natural e livre de processados e químicas. De acordo com o levantamento, o colesterol que era tido como um dos grandes vilões da saúde, não tem influência no nível de colesterol no sangue e em potenciais problemas de coração.


Para o médico Patrick Rocha, vivemos um momento de transformações, principalmente, pelo fato das pessoas terem mais acesso a informação e essa pode representar uma das maiores revoluções. "Os mais recentes estudos tornam evidente que as gorduras não processadas são as mais saudáveis. Além disso, acredito que e a chave para uma mudança é começarmos a olhar para a alimentação não apenas no tratamento de doenças, mas, principalmente, na prevenção. É essencial começar a conscientizar e educar as pessoas sobre importância dos hábitos alimentares em uma vida com menos doenças" completa Dr. Patrick Rocha.


Sobre: O médico Patrick Rocha (CRM-CE 8561) é palestrante, pesquisador e apaixonado por saúde e nutrição. Dr. Rocha é Presidente do Instituto Nacional de Estudos da Obesidade e Doenças Crônicas (INEODOC), autor do livro "Emagreça com o Dr Rocha" e do treinamento "Programa Diabetes Controlada".




quarta-feira, 18 de maio de 2016

Dores de cabeça merecem atenção especial




Aproveitando o Dia Nacional de Combate à Cefaleia, Academia Brasileira de Neurologia difunde informações imprescindíveis sobre as incômodas dores

Um dos principais e mais comuns problemas de saúde no mundo, a dor de cabeça, conhecida como cefaleia pela comunidade médica, afeta uma grande parcela da população mundial e não tem distinção de idade, gênero, etnia ou condição social. Dependendo de sua intensidade, pode afetar a vida profissional, social e conjugal do indivíduo e, por isso, investigar suas causas é essencial para tratá-la.

Com a proximidade do Dia Nacional de Combate à Cefaleia, 19 de maio, a Academia Brasileira de Neurologia (ABN) destaca a relevância da data para explicar a todas as especialidades médicas a importância de avaliar e examinar adequadamente os portadores de Cefaleia. “Aos pacientes, é imprescindível esclarecer os vários tipos de dores de cabeça e desmistificá-las”, afirma Mauro Jurno, coordenador do Departamento Científico de Cefaleia da ABN.

O passo inicial para o tratamento e diagnóstico adequado é deixar de lado o senso comum de que é normal sentir uma “dorzinha” de cabeça ocasionalmente: o sintoma é um indicativo de alerta do corpo avisando que há algo de errado. A busca por um médico especializado, nesses casos, é essencial: só ele poderá investigar as reais causas do incômodo e indicar o tratamento correto. Por mais que a dor seja esporádica, a automedicação pode acarretar em problemas ainda mais graves.

Classificação
As cefaleias podem ser primárias e secundárias: na primeira delas, a própria dor caracteriza a doença. “Surgem devido a um desequilíbrio químico que se origina no sistema nervoso central cuja consequência é a dor de cabeça”, afirma Celia Roesler, secretária do DC de Cefaleia.  Em sua outra forma, apresenta manifestação ou sintoma de outra doença de base.
Elas também se manifestam clinicamente em agudas, como no aneurisma cerebral, que aparece de forma explosiva e sem aviso prévio; ou crônicas, representada pela enxaqueca, que tem, em alguns casos, períodos de agudizarão.

Tipos de dor e diagnóstico
 As dores de cabeça são classificadas em mais de 200 tipos e podem indicar apenas um mal-estar ou problemas mais graves de saúde, por isso o diagnóstico preciso é de extrema importância. “Quando se trata de cefaleia primária, o diagnóstico é clínico, feito através do histórico do paciente, questionando quando começou a dor, há quanto tempo, quanto dura, o que piora, o que melhora e um bom exame físico e neurológico”, comenta a dra. Celia.

Migrânea ou enxaqueca
Embora seja a mais conhecida, não é a mais frequente na população. A enxaqueca é uma doença do funcionamento cerebral que desencadeia uma série de alterações que levam à mudança do sistema trigêmino-vascular (neurônios do quinto par de nervos cranianos) com ‘inflamação’ perivascular (envolta dos vasos sanguíneos) que causa a dor. Os principais sintomas são fotofobia, fonofobia e dores fortes.  

Suas divisões são em “enxaqueca com aura” e “sem aura”: a pessoa com enxaqueca com aura pode perder a visão por meia hora, ver luzes ou perder o foco antes de sentir a dor. Essa modalidade também pode acarretar em dormência no braço ou dificuldade momentânea ao falar.  A enxaqueca sem aura provoca a mesma dor, mas não apresenta estes sintomas. “A dor da cefaleia migrânea é intensa, incapacitante e pulsátil”, esclarece Jurno.

Cefaleia tensional
A tensional é uma resposta ao estresse, ansiedade, traumas na região craniana e depressão. Sua duração é variada – pode ser de 30 minutos a sete dias – e pode prejudicar a qualidade de sono do indivíduo. “A cefaleia tipo tensional costuma ser mais branda com características de peso ou aperto, não interferem nas atividades diárias e normalmente não acompanham náuseas e/ou vômitos”, ressalta o coordenador do DC de Cefaleia. Além disso, é o tipo de cefaleia mais comum, que acomete cerca de 90% da população.

Cefaleia em salvas
Embora tenha duração menor, a dor causada pela cefaleia em salvas é de grande intensidade. Tem maior incidência em homens e acomete apenas um lado da cabeça. Tem sinais como olhos vermelhos, lacrimejamento excessivo, agitação e queda da pálpebra do lado da dor.

Tratamento
Os tratamentos medicamentosos são de dois tipos: o abortivo, quando é utilizado um medicamento específico para abortar a crise, e o preventivo que utilizam um ou mais medicamentos diários para evitá-las. “A prevenção também pode ser feita pelo reconhecimento de fatores deflagradores de dor de cabeça (alimentos, odores e situações específicas como alteração de rito de sono, entre outras)”, ressalta dr. Mauro.

Cada cefaleia é tratada de forma diferente, com medicamentos específicos. Por isso é preciso ficar alerta aos perigos da automedicação: o uso abusivo de analgésicos pode levar à cefaleia crônica diária. “Medicar-se sem orientação médica pode mascarar o quadro de uma cefaleia secundária grave em desenvolvimento. Todos acham que qualquer dor de cabeça é uma enxaqueca e muitas vezes não é”, explica a dra. Roesler.

Para uma melhora efetiva, é preciso investir no tratamento não medicamentoso, que inclui mudanças de hábitos de vida, dieta equilibrada, horário de sono regular, prática de atividade física, técnica de relaxamento e até psicoterapia quando necessário.
A busca de um especialista é essencial. Além de sintoma, a dor de cabeça pode ser a própria doença e o encaminhamento médico correto traz segurança ao paciente e evita que ele peregrine por diversas unidades de emergência, se submetendo a exames desnecessários. O tratamento adequado é essencial para uma boa qualidade de vida do paciente. 

terça-feira, 17 de maio de 2016

Guia para iniciante na corrida


Saiba os cuidados necessários antes de começar a correr
Fazer um check-up completo com o médico e realizar alongamentos são cautelas importantes

O número de corredores de rua no Brasil aumenta exponencialmente ano após ano. Segundo pesquisa da consultoria Relevance, realizada em janeiro de 2014, estima-se que cerca de seis milhões de pessoas pratiquem algum tipo de corrida. Não à toa, o número de praticantes do esporte cresce tanto, afinal, basta ter um par de tênis e um pouco de vontade para começar.

No entanto, além de um calçado de qualidade e de disposição, algumas medidas são necessárias para que atividade possa ser realmente salutar. Segundo a gerente medica da unidade MIP do Aché Laboratórios Farmacêutico, Dra. Talita Poli Biason, ao iniciar qualquer tipo de modalidade esportiva é fundamental realizar uma avaliação médica e física e conferir como anda o funcionamento do organismo. “Também é importante à orientação de um educador físico, assim, será possível garantir que os treinos sejam executados em um ritmo seguro e saudável”, explica.

Abaixo, confira dez dicas para quem pretende iniciar no mundo da corrida sem imprevistos:

 1. Avaliação médica: Faça um check-up completo. O procedimento pode evitar problemas de saúde e torna a prática do esporte segura;

 2. Motivação: Escolha um local atrativo para treinar. Procure se unir a outros amigos corredores. Selecione uma boa trilha sonora e trace um pequeno objetivo a ser alcançado;

3. Refeição: Alimente-se duas horas antes da atividade, assim dá tempo de fazer o processo de digestão;

4.  Hidratação: Beba bastante água antes, durante e depois da corrida. Estar devidamente hidratado é fundamental em qualquer atividade física;

5. Vestuário: Use um tênis específico para corrida e, de preferência, que já tenha sido utilizado anteriormente. Calçados novos podem prejudicar a pisada e causar lesões. Vista roupas leves e confortáveis e que não limitem os seus movimentos;

6. Alongue-se: Também faça aquecimento e alongamento trinta minutos antes do treino;

7. Dores: Faça compressas de gelo nos locais doloridos. O diclofenaco dietilamônio também é indicado, pois o princípio ativo age na inflamação combatendo a dor;

8. Ritmo: Respeite as condições de seu corpo. É importante não forçar demais na velocidade e na distância e evitar lesões;

9.  Frequência: Para criar resistência, comece com caminhadas, depois, passe aos trotes (corridas leves, mas com passadas mais curtas) até, finalmente, iniciar corridas de curtas distâncias. Os percursos devem ser aumentados gradativamente;

10. Postura: Procure manter o tronco ereto, olhando sempre para o horizonte. Mantenha os cotovelos flexionados em 90° e os ombros soltos. Prefira passos curtos ao invés de longos e não toque o calcanhar no chão. A postura correta aumenta a desempenho e evita lesões.



segunda-feira, 16 de maio de 2016

Substitua o sal



Você sabia que a má alimentação, obesidade, estresse, consumo de bebidas alcoólicas e excesso de sal podem contribuir para o desenvolvimento da hipertensão? Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 30 milhões de brasileiros sofrem da doença e ela é um dos principais fatores para a ocorrência de AVC (Acidente Vascular Cerebral), enfarte, aneurisma arterial, insuficiência renal e cardíaca.

Para quem quer se prevenir, as nutricionistas da Hortifruti listam importantes recomendações e ainda dão a dica de uma receita de sal de ervas, com mais sabor e menos sódio. Confira abaixo:

- Fazer atividade física, de intensidade baixa a moderada, com duração de 30 a 45 min, em pelo menos quatro dias da semana;

- Diminuir o consumo de bebidas alcoólicas;

- Consumir pelo menos 800 mg de cálcio por dia - o nutriente está presente em leite e derivados;

- Restringir o consumo de sal para 6 g/dia (corresponde a 2400 mg de sódio/dia), por meio da diminuição do consumo de alimentos como: embutidos, batata chips, pickles, bolachas cream cracker, shoyo, sucos e sopas e caldos (legumes, galinha ou carne) artificiais;

- Alterar as receitas do dia a dia eliminando ou reduzindo a quantidade de sal;

- Realçar o sabor das receitas utilizando-se de ervas e especiarias, suco de limão, vinagre ou vinho;

- Preferir as carnes grelhadas ou assadas; evitar as milanesas, churrascos ou carnes com molhos e frituras;

- Evitar Fast Food, que é frequentemente rico em sódio.

No supermercado:
- Ler os rótulos com cuidado;
- Os vegetais enlatados são ricos em sódio porque o sal é adicionado durante o processamento para conservação, evitar e preferir os frescos;
- Evitar preparações instantâneas, congeladas ou enlatadas;
- Adicionar aos pratos ervas e especiarias exóticas, para aprimorar o sabor e diminuir no sal. Manjericão, tomilho, coentro, salsa, cominho, sálvia, alecrim são alguns exemplos (receita abaixo).


RECEITA SAL DE ERVAS:
Ingredientes:
1 colher de sopa de alecrim
1 colher de sopa de salsinha, alho e cebola desidratados
1 colher de sopa de manjericão
1 colher de sopa de orégano
1/2 xícara de sal rosa


Modo de preparo:
Adicione todos os ingredientes no liquidificador ou mixer e bata até que fiquem misturados e mais finos.
Conserve em um recipiente de vidro tampado.
Validade: 3 semanas.


sexta-feira, 13 de maio de 2016

Magros também precisam de dietas

Dieta adequada e exercícios também são fundamentais para pessoas com dificuldade de engordar

Ganhar peso também exige disciplina e cuidados com a saúde
Comer muito e não engordar, não ter apetite, perder peso facilmente...o que para muitos pode parecer “sorte”, para outros é uma realidade que também coloca o peso em cheque: ao contrário de grande parte da população, pessoas que tem dificuldade de engordar sofrem tanto quanto aqueles que desejam emagrecer e, da mesma forma, buscam mudar a aparência, reconquistar a autoestima e fazer as pazes com a balança. Porém, assim como aqueles acima do peso, as pessoas que sofrem de magreza excessiva devem ter em mente que mudar a condição física envolve questões indispensáveis para alcançar o objetivo sem prejudicar a saúde.

Como são minoria, as pessoas que estão abaixo do peso ainda convivem com muita desinformação, acreditando que para engordar basta comer muito, especialmente alimentos gordurosos. Porém, de acordo com a nutricionista Jéssica Freitas da Nova Nutrii – “O fato é que para ganhar peso com saúde não basta simplesmente comer excessivamente. É preciso avaliar a condição de saúde da pessoa, fatores genéticos, a qualidade da alimentação e outros hábitos que fazem parte da rotina do indivíduo afim de descobrir a causa da magreza e determinar a melhor forma de solucionar o problema de peso.”

Porque sou magro

Muitos fatores devem ser considerados ao avaliar a condição física de uma pessoa magra. O IMC – índice de massa corpórea é apenas um dos indicadores a serem considerados na avaliação do peso. O valor obtido através do cálculo Peso ÷ (Altura x Altura) determina que uma pessoa adulta abaixo dos 18,5 está abaixo do peso recomendado, configurando uma situação de magreza que pode ser prejudicial à saúde.

Porém, é preciso ressaltar que a genética está entre os principais determinantes da magreza – o histórico familiar e o biótipo dos pais têm influência direta sob o tipo físico do indivíduo. Além disso, indicadores como a idade, condições de saúde, distúrbios alimentares, problemas psicológicos, desequilíbrio hormonal e outras situações que possam estar relacionadas à dificuldade do ganho de peso.

Por isso, o primeiro passo é sempre procurar um endocrinologista ou nutricionista afim de determinar se o problema está relacionado à problemas de saúde. Através de exames laboratoriais é possível avaliar a fundo a condição do paciente e determinar se a magreza está associada à desnutrição, problemas metabólicos ou doenças crônicas. E, posteriormente, fazer as adequações necessárias à dieta de acordo com o perfil do indivíduo.

Como muito e não engordo

Todo mundo conhece o tal “magro de ruim”, aquela pessoa que é boa de garfo e mesmo assim não engorda. Situações como essa podem estar ligadas tanto ao perfil metabólico – a pessoa queima calorias num ritmo muito acelerado, quanto à desnutrição – falta de aporte nutricional adequado. O grande problema de situações como essa é a tentativa deliberada de ganhar peso a qualquer custo, sem se preocupar com a qualidade dos alimentos, levando ao consumo de alimentos muito gordurosos, sem grande valor nutricional.

“É totalmente equivocado imaginar que uma pessoa nessa condição pode abusar de comidas pouco saudáveis. Consumir alimentos vetados em dietas para emagrecimento por acreditar que dessa forma se ganhará peso é uma armadilha. O abuso de fast foods, doces e alimentos industrializados pode causar diversos problemas à saúde, inclusive em pessoas magras.” – explica a nutricionista.

De acordo com a profissional, apesar de serem altamente calóricos, esses alimentos são classificados como “caloria vazia”, isso significa que apesar de serem bombas calóricas são pobres em nutrientes – o resultado do consumo exagerado é o aumento dos estoques de gordura. Para o indivíduo que quer ganhar peso, ganhar somente gordura não é o ideal pois seu acúmulo no organismo pode levar ao desenvolvimento de doenças como hipertensão, diabetes e problemas do coração. A forma mais saudável de “engordar” é ganhar massa magra e gordura de forma equilibrada, o que só é possível através de alimentação adequada e exercícios físicos.

“O ideal é que a alimentação visando o ganho de peso seja rica em gorduras boas – presente no azeite, oleaginosas como castanhas, amendoim e nozes, frutas com alto valor calórico como o abacate. Deve-se incluir carboidratos simples, pois são fundamentais para prover energia, além de proteínas – indispensáveis para ganho de massa magra. Pode-se incluir na dieta alimentos como: ovos, leite e derivados, grãos integrais, feijão e vegetais ricos em amido como a batata. Todos esses alimentos, na quantidade correta e preparados de maneira saudável, aumentam o aporte calórico e levam ao ganho de peso seguro.”

Se mesmo seguindo uma dieta equilibrada e consumindo alimentos saudáveis o indivíduo continuar apresentando dificuldade no ganho de peso, suplementos hipercalóricos podem ser uma opção para complementar a dieta: “A complementação da dieta através de suplementos pode facilitar a inclusão de fibras, vitaminas e minerais além de contribuir para o ganho de peso fornecendo suplementação de forma prática. É uma opção segura para pacientes com desnutrição e também para aqueles com dificuldade de obter o aporte calórico somente através da alimentação.” – explica Jéssica Freitas.

Não tenho apetite

Se por um lado algumas pessoas tem dificuldade de ganhar peso mesmo comendo muito, outras tem dificuldade de comer e, consequentemente, não conseguem alcançar a quantidade de calorias necessárias para o ganho de peso. Alguns distúrbios alimentares como a anorexia e a bulimia estão intimamente ligadas à questões psicológicas, de auto estima e aceitação, criando uma repulsa parcial ou total dos alimentos. Situações como essa são extremamente delicadas e devem ser acompanhadas por um médico pois carecem de um acompanhamento especializado. Porém, salvo problemas patológicos previamente identificados por um profissional de saúde, a falta de apetite pode ter outras razões: dietas desequilibradas, mal planejadas, recusa de alguns alimentos ou simplesmente a baixa capacidade do estômago em receber maiores volumes.

Nesses casos, o conselho “basta comer mais” também não funciona. É preciso verificar, além da quantidade de alimento, os hábitos alimentares e a rotina do indivíduo. Não é recomendável comer a qualquer hora, ou somente quando a fome chegar: alimentar-se a cada 3 horas é fundamental para que o organismo mantenha-se nutrido e não utilize os depósitos de gordura e nem os músculos como energia, agravando a perda de peso. Fazer as refeições em um ambiente tranquilo e sem distrações também contribui para que não se abandone o prato antes de consumir todos os alimentos. “A mudança da dieta tem que ser gradual, comer o dobro de volume do dia para noite só aumenta a sensação de fadiga e repulsa pelo alimento – nosso estômago funciona como um balão, que gradativamente vai aumentando seu volume de acordo com o que é ingerido. Por isso é fundamental adaptar a dieta aos poucos.

Exercício já

Engana-se quem acredita que pessoas magras não precisam se exercitar, na verdade incluir atividades físicas na rotina pode ajudar consideravelmente o ganho de peso e mudança da estética. Engordar deve significar ganhar massa magra, ou seja, desenvolver músculos. E exercícios como a musculação são extremamente indicados para isso pois propiciam o crescimento da fibra muscular. Por ser mais denso que a gordura, o músculo pesa mais e além de propiciar ganho de força, aumenta a resistência do organismo, protege ossos e articulações. Outra preocupação em trabalhar a massa magra é que com o avanço da idade, o corpo perde músculos naturalmente, e uma pessoa que já possui uma condição magra quando jovem, pode ter uma perda de peso ainda maior com o passar dos anos. Dessa forma, a alimentação e o exercício f&iac ute;sico devem, indispensavelmente, estar na rotina de quem busca ganhar peso.

Basicamente, o ganho acontece quando mais calorias são ingeridas do que gastas diariamente, logo, ao iniciar-se uma rotina de exercícios com este objetivo, deve-se ter em mente que o consumo calórico deve ser ainda maior. Ganhar músculos pode ser muito mais demorado e trabalhoso do que apenas engordar, mas o processo é muito mais duradouro e indiscutivelmente mais saudável. Assim como no desenvolvimento da dieta, o plano de exercícios visando o ganho de peso deve ser acompanhado por um profissional de saúde, pois somente ele será capaz de desenvolver um programa adequado ao perfil do indivíduo.

Dicas para facilitar o ganho de peso

  • Nunca pule refeições: faça ao menos 6 refeições fracionadas ao longo do dia;
  • Aumente gradativamente a ingestão calórica: dessa forma o estômago vai se acostumando aos poucos com maiores volumes de alimento;
  • Não se entupa de besteiras: evite alimentos industrializados e fast foods, além de darem a sensação de estufamento, não contribuem para a nutrição;
  • Varie o cardápio: o visual das refeições influencia no apetite, por isso faça pratos coloridos e com alimentos que agradam seu paladar;
  • Faça suas refeições em um local tranquilo: evite distrações como comer em frente à TV ou usando o celular por exemplo, dessa forma você se concentra mais na refeição;
  • Comer acompanhado também pode ser um estímulo, fazendo da refeição uma atividade social e uma hora mais agradável;
  • Inclua oleaginosas na dieta: amêndoas, castanhas e nozes são lanches práticos, boas fontes de gordura e com alto valor nutritivo;
  • Preste atenção no preparo dos alimentos: dê preferência à alimentos frescos e preparados da maneira mais natural possível, evite frituras e processados;
  • Consuma proteínas como o carnes, ovos, leite e derivados: eles são fontes essenciais para o ganho de massa magra;
  • Pratique exercícios físicos de resistência: musculação e treinos com pesos livres, quando acompanhados por um profissional, trazem ótimos resultados para o ganho de músculos;
  • Consulte um nutricionista para avaliar a necessidade de suplementação hipercalórica.

Fonte: Nova Nutrii

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Chá de Hibisco x Chá Verde: qual o melhor chá para turbinar o emagrecimento

Veja quais são as principais diferenças entre os chás funcionais do momento

O chá é uma das bebidas mais populares no mundo, além da grande variedade de aromas e sabores capazes de agradar qualquer paladar, seus efeitos medicinais e curativos justificam sua fama. Nos últimos anos, o poder terapêutico dessas bebidas ganhou ainda mais destaque com o aumento do consumo de ervas antes conhecidas apenas por culturas milenares, especialmente com o objetivo de perder peso. Desde então, é comum ouvir que determinada infusão é o “chá do momento” para potencializar a queima de gordura e ajudar na luta contra balança. Nessa onda, o chá verde se tornou um dos queridinhos no quesito emagrecimento, figurando entre os mais recomendados. Agora, fala-se cada vez mais do chá de hibisco como o mais novo aliado na luta contra a balança. Porém, isso significa que o hibisco é mais potente que o chá verde para a perda de peso? Vale a pena fazer a tro ca? Esclareça suas dúvidas a respeito das principais diferenças entre essas poderosas plantas e qual delas é mais adequada para sua dieta.

Propriedades naturais

Uma das maiores preocupações daqueles que desejam entrar em forma, indiscutivelmente, é a saúde. Essa é a razão pela qual o uso de chás na luta contra balança se tornou tão popular, suas propriedades totalmente naturais podem representar uma forma muito mais prática e segura de acelerar a perda de peso.
Nesse quesito, tanto o chá verde quanto o chá de hibisco estão empatados: a origem dessas plantas é, no mínimo, próxima.  Enquanto o chá verde é extraído das folhas da planta chinesa Camellia Sinensis, o chá de hibisco é feito a partir das folhas e botões da flor Hibiscus Sabdariffa. Mas, cabe uma explicação: ao contrário do que muitos podem imaginar, não se trata daquela flor vermelha de cabinho longo, facilmente encontrada nos jardins. A variedade utilizada para preparo do chá de hibisco é conhecida por aqui como caruru-azedo ou vinagreira, e é de origem incerta, normalmente associada à África e Ásia.

Largamente associadas à dietas de perda de peso, essas ervas também possuem 
propriedades muito benéficas à saúde como um todo, aumentando as dúvidas sobre qual delas é mais potente e pode tornar o processo de emagrecimento mais eficaz. De acordo com a nutricionista Sinara Menezes da Nature Center, especializada em produtos naturais “Ambos possuem características benéficas, inclusive similares, para perda de peso. Porém, alguns fatores podem tornar uma qualidade de chá mais indicada para determinada pessoa: restrições e preferências podem determinar qual variedade se encaixa melhor na dieta. Por isso, é preciso avaliar isoladamente as propriedades de cada chá, seus efeitos no organismo e até mesmo sua aceitação em relaç ão ao paladar.” – explica.

Pontos em comum:

Reduzem a pressão arterial: Ambos possuem propriedades vasodilatadoras capazes de proteger o coração e reduzir a pressão sanguínea. O chá verde aumenta a produção de óxido nítrico, responsável por estimular a dilatação das artérias e aumentar a oxigenação sanguínea. O mesmo efeito é obtido através do consumo do chá de hibisco. A alta concentração de antocianina, poderoso antioxidante, proporciona aumento do fluxo sanguíneo e, consequentemente, redução da pressão arterial. Estudos evidenciam que o efeito vasodilatador proporcionado por essas ervas pode até mesmo prevenir contra problemas cardiovasculares.

Reduzem o colesterol: pesquisas apontam que ambos os chás são capazes de reduzir o colesterol ruim (LDL). A alta concentração de flavonoides presentes no chá verde, especialmente as catequinas, combatem dois processos nocivos à saúde: a oxidação do LDL e a formação das placas ateroscleróticas (que podem levar ao entupimento de artérias). O consumo do chá de hibisco também pode auxiliar na diminuição da absorção do colesterol ruim, graças às antocianina, flavonoides capazes de aumentar a reduzir os níveis de LDL e triglicerídeos, além de aumentar o colesterol bom (HDL).

Fortalecem o sistema imunológico: o chá verde tem sido associado à melhora do sistema imunológico graças à sua ação antioxidante e antimicrobiana. Pesquisas evidenciam que pessoas que consomem a bebidas estão menos sujeitas à resfriados, infecções virais e bacterianas.  A mesma ação é obtida através do chá de hibisco graças à alta concentração de vitaminas A e C, que ajudam no fortalecimento das funções imunológicas e no combate ao envelhecimento precoce.

Podem ajudar no combate à diabetes: quando consumidos sem açúcar, ambos podem ajudar a combater fatores ligados ao surgimento da diabetes tipo 2, como colesterol, triglicerídeos e até mesmo a obesidade. Graças à sua propriedade alcalina, o chá verde pode auxiliar no controle da glicemia, favorecendo o pâncreas (secretor de insulina) e reduzindo os níveis de concentração de açúcar no sangue. Especialistas afirmam que a catequina presente no chá hibisco também auxilia no metabolismo do açúcar, estimulando a produção e insulina. Estudos apontam que o consumo de pelo menos 4 xícaras deste chá por dia, juntamente com uma dieta adequada, podem reduzir as chances do surgimento da doença.

Emagrecem: certamente uma das questões de maior interesse de seus adeptos é também uma das principais vantagens de ambos os chás – tanto chá verde quanto chá de hibisco podem auxiliar na perda de peso graças à capacidade de acelerar o metabolismo. Ambos possuem efeito termogênico, que potencializa a queima de gordura e elevam o gasto metabólico basal. Como possuem propriedades diuréticas, combatem o inchaço e o acúmulo de toxinas do organismo, melhorando até mesmo o aspecto da pele.

Principais diferenças:

Diurético X Laxante: Ambos têm efeito diurético, ou seja, combatem a retenção de líquidos e eliminam toxinas. Porém, o chá de hibisco também possui propriedades laxativas, que graças à sua alta concentração de fibras, podem combater a constipação e o intestino preguiçoso.

Calmante x Estimulante: Por possuir efeito termogênico, o chá de hibisco pode ser confundido com um chá estimulante, porém não se engane: o efeito dele é justamente o contrário – relaxante e calmante. Já o chá verde possui alta concentração de cafeína e, justamente por isso, aumenta o estado de atenção e agitação, além de espantar a fadiga.

Valor nutricional: Ambos são ótimas fontes de vitaminas, porém o chá de hibisco diferencia-se pela sua alta concentração de cálcio, potássio, ferro, fósforo e magnésio. Além de fortalecer a saúde óssea, esses sais minerais favorecem a saúde como um todo.

Produção de hormônios: Estudos buscam elucidar a influência dessas ervas sob a produção e ação dos hormônios no organismo. Evidências apontam que o chá verde é capaz de reduzir a ação do cortisol, hormônio responsável pelo stress e pelo acúmulo de gordura abdominal. Apesar de carecer de maiores provas, esse indício corrobora ainda mais a eficácia do chá em relação ao emagrecimento.

Sabor: o chá verde é conhecido por sua coloração forte e sabor amargo. Mesmo assim, seus benefícios ao organismo compensam o consumo. Porém, para aqueles que consideram a bebida literalmente difícil de engolir, o chá de hibisco pode ser uma escolha mais prazerosa e com o mesmo efeito emagrecedor – suave, pode ser comparado levemente com o sabor de framboesa.

Cautela é fundamental

Diante de tantas informações algumas observações devem ser feitas a respeito do consumo dessas ervas: a cautela e acompanhamento de um nutricionista para sua inclusão na dieta é fundamental. É recomendado que, independente da escolha, não se ultrapasse 4 xícaras da bebida por dia. O excesso pode sobrecarregar os rins e produzir efeitos significativos sob o sistema nervoso central: no caso do chá verde, insônia e dores de cabeça, já o chá de hibisco, sonolência e dificuldade de concentração. “Justamente por isso, é sempre recomendado consumi-los moderadamente. De preferência ao longo do dia, afim de não exercer grande impacto sob o sono.” – explica Sinara. Da mesma forma, idosos, gestantes e nutrizes devem evitar o consumo deliberado de qualquer substância, e pessoas com histórico de problemas de pressão conhe cidos devem ter cautela, uma vez que ambos os chás surtem efeito sob a pressão arterial.

Palavra da nutricionista

Porém, a dica mais importante da profissional Sinara Menezes é “Combinar a ingestão de chás funcionais com uma dieta equilibrada e a prática de exercícios. Nenhum chá é capaz de fazer milagre sozinho, mas é um grande potencializador de resultados quando faz parte de um programa de reeducação alimentar. Eles podem auxiliar no controle do apetite e dar mais energia para prática de atividades físicas.” Outra boa notícia é que você não precisa necessariamente optar por um deles “A eficácia de ambos permite alternar o consumo regularmente afim de variar a dieta. O recomendado é preparar o chá a partir das folhas em água morna e consumi-lo sem açúcar. Dessa forma conserva-se ao máximo as propriedades da erva. Porém, para aqueles que desejam uma solução mais prática, já e xistem versões solúveis ou em cápsulas tão eficazes quanto os chás tradicionais, facilitam a ingestão no dia-a-dia e proporcionam os mesmos benefícios.” – finaliza.






quarta-feira, 11 de maio de 2016

Uso de vitamina C não previne gripes e resfriados


Pessoas têm o hábito de consumir cápsulas efervescentes para reposição do nutriente em épocas de baixas temperatura como outono e inverno, porém não há evidência científica que comprove a prevenção


Com a queda na temperatura nos estados das regiões Sul e Sudeste do Brasil, é comum que a população seja acometida por gripes e resfriados e para prevenção, muitos fazem uso diário de cápsulas efervescentes de vitamina C, que são vendidas indiscriminadamente em farmácias e sem necessidade de prescrição médica. Porém, não há evidência científica que comprove que o uso do nutriente previna o surgimento de infecções como gripe (incluindo o H1N1) e resfriados. O apontamento é da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), a partir de revisão sistemática do Cochrane Database of Systematic Reviews.

“Nos anos 70 passou a ser amplamente divulgado que a vitamina C poderia prevenir ou até mesmo tratar resfriados, porém isso passou a ser questionado e mais estudado recentemente. Uma revisão sistemática da Cochrane que incluiu vários estudos comparativos, envolvendo mais de 11 mil pessoas concluiu que o efeito preventivo ou curativo da vitamina C não passa de um mito", explica Rodrigo Lima, diretor de comunicação da SBMFC.

Com essa revisão foi constatado que os participantes que ingeriram pelo menos 0,2 gramas de vitamina C por dia não tiveram modificação na incidência do resfriado, o que significa que não é eficaz na prevenção da doença. Em outra abordagem, pela mesma revisão, 31 estudos que somam mais de 9 mil participantes, constou que esse consumo influencia apenas em pequena redução da duração de sintomas de resfriados. O resultado dessas revisões, comenta Lima, indica que não houve efeito preventivo ou até uma amenização dos sintomas, quando o resfriado acometeu os participantes do estudo. Dados indicam que o uso da vitamina C, mas no início do resfriado pode ser considerado útil, porém são necessários mais estudos que indicam que a vitamina C tenha algum benefício no tratamento da gripe e resfriado.

Bibliografia:
RM Douglas, H Hemilä, E Chalker, B Treacy. Vitamin C for preventing and treating the common cold. Cochrane Database of Systematic Reviews 2007, Issue 3. Acessado em 2/5/2016: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17636648

terça-feira, 10 de maio de 2016

Dieta equilibrada turbina o metabolismo e acelera a queima de calorias


Nutricionista do HCor orienta como fazer mudanças simples no estilo de vida que podem alterar a maneira como o organismo processa e armazena as calorias; fracionar os alimentos em seis pequenas refeições diárias é o primeiro passo 

Quando a alimentação equilibrada e a rotina de exercícios não surtem efeitos na balança para dar adeus àqueles quilinhos a mais, é sinal de que está na hora de olhar para o funcionamento do metabolismo. Emagrecer depende não só dos alimentos consumidos, mas de como o organismo queima as calorias e absorve os nutrientes. Quanto mais rápido e eficaz for o sistema metabólico, mais fácil será afinar as medidas.

O principal responsável pela manutenção do peso corporal é o balanço energético, ou seja, o equilíbrio entre a energia gasta pelo corpo e a ingerida, determinada basicamente pelo metabolismo de repouso, também chamado de basal, além das atividades realizadas diariamente.

Este tipo de metabolismo corresponde ao gasto necessário para manter as funções vitais, como o batimento cardíaco, por exemplo, e é influenciado pela genética e por fatores modificáveis, como a quantidade de massa muscular do corpo.

De acordo com a nutricionista do IP HCor (Instituto de Pesquisa do Hospital do Coração), em São Paulo, Jacqueline Silva, com pequenos ajustes no dia a dia, é possível prevenir e, pelo menos em parte, remediar o ganho de peso para acabar de vez com a eterna briga com a balança. “Metabolismo é a maneira como o organismo estoca e queima as gordurinhas extras. Embora a genética seja responsável por até 50% do ritmo metabólico, algumas mudanças no dia a dia, e aqui entram a prática de atividade física, a alimentação equilibrada e até a qualidade do sono, incentivam o gasto energético”, explica.

Mais por menos
Ao longo do dia, a nutricionista orienta a fracionar os alimentos em seis pequenas refeições. Dessa forma, o organismo vai perceber que não ficará tanto tempo sem receber comida e, por isso, não precisará estocar calorias. “A quantidade consumida faz toda diferença. As porções estão nas mãos, por exemplo: uma porção de alimento equivale a um punho fechado. O filé de frango ou peixe deve ter o tamanho da mão. Já as carnes vermelhas devem ser um pouco menor, do tamanho da palma da mão”.


Os alimentos
Carboidratos:
essenciais para um metabolismo rápido, pois fornecem combustível aos músculos. Dê preferência aqueles de baixo índice glicêmico, como grãos integrais, legumes, frutas e verduras.

Proteínas:
ajudam a formar músculos, que consomem calorias mais rapidamente. Lagarto, patinho, peixe, frango, ricota, cottage, ovo, soja e derivados são ótimas opções.

Gorduras:
desde que sejam as “do bem”, como as que estão presentes na castanha-do-pará, de caju, amêndoas, nozes, azeite extravirgem, semente de abóbora, gergelim e girassol, devem ser consumidas, pois fazem com que a energia seja gasta de forma homogênea.