terça-feira, 28 de julho de 2015

Mais um motivo para parar de fumar


Estudo diz que cortar o cigarro diminui risco de catarata

      O argumento de muitos fumantes de longa data para não combater o vício é achar que ‘o cigarro já fez os estragos que tinha de fazer e pronto’. Mas isso não é verdade e muito menos trata-se de um bom argumento para continuar fumando. Estudo realizado na Suécia, no Orebro University Hospital, revela que ex-fumantes conseguem reduzir os riscos de ter catarata. A doença, que vai deixando o cristalino todo esbranquiçado e impedindo a pessoa de enxergar, é a principal causa de cegueira reversível.

     Os pesquisadores descobriram que homens de meia-idade que fumam pelo menos 15 cigarros por dia podem baixar o risco de catarata durante um período de 20 anos assim que pararem de fumar – o que é uma boa notícia.  O estudo envolveu um grupo de homens entre 45 e 79 anos e mais de 5.700 casos de remoção de catarata ao longo de 12 anos. Outro destaque se refere ao fato de que um fumante tem 42% mais chances de ter catarata quando atingir a terceira idade do que um não-fumante.

   Doença silenciosa, a catarata vai deixando a lente do cristalino opaca até que a pessoa perde totalmente sua visão e independência. De acordo com Renato Neves, cirurgião-oftalmologista e presidente do Eye Care Hospital de Olhos (SP), os sintomas comuns são: diminuição gradual e progressiva da visão; enxergar os objetos em tons amarelados, borrados ou distorcidos; dificuldade de se locomover à noite ou em local com baixa luminosidade; sentir-se ofuscado na claridade; perceber halos ao redor de objetos luminosos; e perder o interesse por atividades rotineiras (ler, escrever, costurar, fazer a barba...) por não desfrutar de clara visão do que está fazendo.

   “Existem vários tipos de catarata. Quando a gestante contrai rubéola no início da gravidez, por exemplo, há um risco de a criança já nascer com catarata congênita. A doença também pode ser hereditária ou ser consequência de traumas oculares, ingestão de determinados medicamentos (como alguns corticoides), alterações no metabolismo (como diabetes, colesterol alto, glaucoma, doenças hepáticas etc.) ou inflamações. Mas o tipo mais comum é a catarata senil. Com a expectativa de vida aumentando, a partir dos 65 anos é muito comum a pessoa já ir notando certa opacidade do cristalino – que pode ou não levar a uma redução significativa da visão. Por isso, o ideal é agendar um exame da visão a cada dois anos quando se tem entre 40 e 65 anos. Depois disso, os exames devem ser anuais”, diz Neves. 

   O especialista afirma que, hoje em dia, a cirurgia de catarata é um dos procedimentos mais avançados e seguros para o paciente. Na grande maioria das vezes, não necessita de internação e a pessoa recupera totalmente a visão – principalmente quando, após a remoção da catarata, é realizado um implante de lentes intraoculares (LIOs). No pós-operatório é comum utilizar colírios antibióticos e anti-inflamatórios por um mês, mas a volta às atividades é bem mais rápida – devendo-se evitar dirigir durante uma semana apenas, por questões de segurança. Dessa forma, o paciente não somente recupera a visão, como passa a enxergar como se voltasse à juventude. Trata-se de uma evolução que tem “devolvido a vida” a muitos que reconquistaram a autoconfiança para se locomover, trabalhar, se cuidar, se relacionar e se divertir.

    Outra novidade nesse campo é a utilização do laser de femtossegundo, que simplifica a retirada da catarata e permite um perfeito posicionamento da lente intraocular. “As primeiras experiências com esse tipo de laser começaram em 1992 e vêm se desenvolvendo rapidamente desde então. A Oftalmologia, inclusive, foi a primeira especialidade da Medicina a empregar o laser com fins terapêuticos. Enquanto na cirurgia tradicional a incisão na córnea é feita manualmente, com o auxílio de um equipamento de ultrassom que fraciona e aspira a catarata, nessa nova cirurgia as estruturas dos olhos são analisadas por um tomógrafo de coerência óptica tridimensional e as incisões e a fragmentação da catarata são realizadas com o uso do laser, garantindo uma recuperação mais rápida para os pacientes”, diz Neves.



Fonte: Dr. Renato Neves, médico oftalmologista, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo. www.eyecare.com.br

segunda-feira, 27 de julho de 2015

COMO MONTAR UMA LANCHEIRA SAUDÁVEL PARA AS CRIANÇAS



Nutricionista da  rede Mundo Verde ensina como deixar a hora do lanche ainda mais saudável 


      Assim que as aulas recomeçarem, retorna a dúvida de grande parte dos pais: como montar todos os dias a lancheira dos pequenos com alimentos gostosos e também saudáveis?  Pode parecer bobagem, mas a hora do lanche é muito importante, principalmente para as crianças, que estão em fase de crescimento e desenvolvimento.

     Crianças em idade escolar já manifestam as suas próprias vontades e muitas vezes “torcem o nariz” para frutas, verduras e legumes. Porém, a presença de opções saudáveis é fundamental, já que hábitos alimentares são formados ainda na infância, como explica Flávia Morais, coordenadora de nutrição da rede Mundo Verde. “No período dos 6 meses aos 4 anos de idade ocorre a formação do hábito alimentar da criança, que irá indicar o padrão de consumo do indivíduo na idade adulta. Uma dieta desequilibrada, com baixa ingestão de grãos integrais, hortaliças, frutas e excesso de guloseimas, pode levar à deficiências nutricionais e, ainda, contribui para o desenvolvimento de sobrepeso e obesidade na vida adulta. Quando a criança não se alimenta em quantidade e qualidade adequada, pode ocorrer a queda da imunidade e prejudicar o rendimento escolar”, alerta.

     Mas o que colocar na lancheira? Para não errar, a nutricionista indica incluir um alimento de cada grupo alimentar. “A maneira mais fácil é escolher os alimentos, considerando fatores como variedade, equilíbrio e moderação. O grupo alimentar é feito de alimentos energéticos (pães ou biscoitos integrais), construtores (queijo branco, requeijão, peito de peru, leite, iogurte ou ricota) e reguladores (frutas e sucos naturais). Com esse mix, além de garantir um desenvolvimento mais saudável, o lanche ainda vai fortalecer  os pequenos”, esclarece.  Ainda de acordo com Flávia, as guloseimas não precisam ser completamente abolidas, desde que sejam oferecidas em pequenas porções. “Não é preciso proibir, mas cabe aos pais convencerem seus filhos que um cardápio adequado é mais nutritivo e pode ser saboroso. É possível preparar guloseimas atrativas, substituindo alguns ingredientes da versão tradicional, por outros mais saudáveis”, recomenda.

Veja sugestões da nutricionista:

Sanduíche:
ü  Substitua o pão refinado pela versão integral, rico em fibras, que colaboram para a sensação de saciedade e para o bom funcionamento intestinal;
ü  Os queijos amarelos, manteigas e margarinas podem ser substituídos por pastas de soja ou tahine, que são boas fontes de cálcio e livres de colesterol;
ü  Se o seu filho não se sente atraído por verduras e legumes, rale-os bem fininhos e coloque uma porção dentro do lanchinho. É bem possível que disfarçados eles passem despercebidos. 

Snacks Atrativos e Nutritivos:
ü  Os salgadinhos tradicionais podem dar lugar à sua versão integral, assada, com redução de sódio;
ü  Os cookies integrais são excelentes substitutos aos biscoitos recheados. Contém fibras, que diminuem a velocidade de absorção do açúcar e das gorduras;
ü  Se o seu filho não consome frutas com frequência, apresente-as na forma liofilizada. São docinhas e crocantes, preservam os nutrientes de uma fruta in natura, não contém adição de açúcar, corantes e conservantes, além de serem práticas para transportar;
ü  Prefira as embalagens individuais/pequenas, para evitar os excessos. Se não for possível, fracione os snacks em potinhos pequenos para serem levados na lancheira. Dessa forma, fica mais fácil controlar a quantidade de alimento ingerida pelas crianças. 

Hidratação
ü  Além de contribuir para várias funções no organismo (regulação da temperatura, transporte de nutrientes, eliminação de toxinas etc.), as fibras presentes nos alimentos integrais só exercem a sua função, se estiverem bem hidratadas;
ü  Evite os refrigerantes, especialmente àqueles à base de cola que, por conterem ácido fosfórico sua composição, contribuem para a descalcificação óssea e dos dentes, o que no futuro, podem dar início ao surgimento de doenças ósseas. Além disso, estas bebidas apresentam excesso de açúcar,o que propicia o desenvolvimento de cáries e de doenças como diabetes e obesidade;
ü  Ofereça água, água de coco e sucos naturais. E se a opção for uma bebida industrializada, opte pelos sucos de frutas orgânicos, que são livres de aditivos químicos e conservantes artificiais, uma versão mais saudável da bebida.


Alerta: O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde, fez estudo que revelou que uma em cada três crianças entre 5 e 9 anos de idade está acima do peso recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os obesos entre os meninos chegam a 16,6%, e as meninas somam 11,8%. Se nada for feito para mudar esse quadro, a OMS estima que, até o ano de 2025, haja 75 milhões de crianças com sobrepeso e obesidade no Brasil.




Mitos e verdades sobre o macarrão



Curiosidades sobre um dos alimentos mais tradicionais consumidos no mundo

        Pode ser espaguete, penne, fusilli, talharim, conchiglione, farfalle, entre tantos outros formatos. Não importa qual o tipo ou a combinação do molho, uma coisa é certa: a famosa macarronada é um dos pratos mais tradicionais na mesa das famílias. Para você se entregar sem culpa às delícias de uma boa massa, a equipe de nutricionistas da ABIMAPI desvenda alguns mitos e mostra diversas curiosidades sobre o alimento.

·         Macarrão engorda
MITO - Um dos maiores enganos sobre o alimento é que ele engorda por ser rico em carboidrato. Considerando que a alimentação diária é dividida em cinco refeições – café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde e jantar – uma porção de macarrão, equivalente a quatro colheres de sopa (105 g), pode estar presente no almoço ou no jantar e fornece aproximadamente 180 kcal. Os acompanhamentos consumidos com a massa é que podem acrescentar muitas calorias, portanto, é importante ficar atento ao tipo de molho utilizado. Evite os que são à base de queijo e creme de leite, prefira os molhos de tomate.

·         Sinônimo de saúde
VERDADE - O macarrão é fonte de carboidratos e deve fazer parte de uma dieta equilibrada. Segundo a recomendação do Guia Alimentar para População Brasileira, do Ministério da Saúde, de 55% a 75% do total de calorias ingeridas diariamente devem ser provenientes do carboidrato, ou seja, de cinco a seis porções diárias.

·         Faz parte da dieta equilibrada
VERDADE - O macarrão é o perfeito aliado de alimentos fundamentais para uma dieta equilibrada, como legumes e verduras. Esfriou o tempo? Coloque o macarrão na sopa de legumes junto com uma proteína magra e aproveite a refeição. Esquentou e não quer comida quente? Uma salada de macarrão com frango desfiado também é muito saborosa. Seja o chef, use a criatividade e crie sua própria receita.

·         É fonte de energia
VERDADE - O carboidrato é a principal fonte de energia para o organismo humano em todas as fases da vida. Para quem pratica atividades físicas, recomenda-se o consumo de macarrão antes e após os treinos para dar força ou repor o gasto calórico.

·         Massa integral engorda menos que a tradicional
MITO. O macarrão integral tem as mesmas calorias que o tradicional. O lado bom é que, pelo fato de possuir fibras, contribui para a saciedade. Além disso, a ingestão diária de fibras ajuda a reduzir os riscos de câncer de mama e de próstata, diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares.

Vale ressaltar que por ser um alimento universal, o macarrão agrada desde as crianças até pessoas mais velhas. Basta adaptar o tipo de massa, o formato e o molho aos diversos públicos que a receita certamente vai agradar. Além das formas em si – cerca de 600 formatos diferentes – as massas também se diferenciam pelos tipos e ingredientes: secas, de grano duro, à base de ovos ou não, integrais, coloridas com adição de vegetais, frescas e instantâneas. Com tantas opções é impossível cair na monotonia alimentar.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Risotos "amigos da dieta"

Acha que os risotos são "vilões" da perda de peso? Nem sempre isso é verdade!
Nutricionista e consultora Netfarma ensina receitas equilibradas que cabem na dieta.


    Os carboidratos - como o arroz arbóreo dos risotos e também as massas de tipos variados - costumam ser calóricas especialmente quando combinadas a molhos gordurosos e, em geral, não combinam tanto com as dietas de emagrecimento. Porém, ao contrário do que se pensa, é possível equilibrar o valor calórico diário escolhendo bem os ingredientes que são incluídos nas receitas.

   "O que realmente torna o risoto bastante calórico não é o arroz em si, mas os ingredientes adicionados na hora do preparo", explica Stephanie Fontanari, nutricionista consultora da farmácia online Netfarma. A boa notícia é que existem opções de receitas para quem é fã de risoto e não quer abrir mão de saboreá-lo durante a dieta. A especialista alerta: é preciso moderação no consumo. "Mesmo aquelas receitas mais leves podem prejudicar a dieta se forem consumidas em excesso", explica.

   Aprenda 2 opções de receitas de risotos que são "amigos da dieta", contanto que estejam incluídos em um plano diário de alimentação saudável:

Risoto de arroz integral e frango

Ingredientes:
120 g de frango em cubos
3 colheres de sopa de arroz integral bem cozido
2/3 xícara de chá de abobrinha picada
2/3 xícara de chá de brócolis picado
1/2 cebola pequena cortada em cubos
1 colher de sopa de cottage
Sal (com moderação) e pimenta do reino à gosto
Salsinha picada

Modo de preparo:
Refogue o frango e a cebola e adicione os legumes picados. Junte o arroz integral cozido e finalize com o cottage. 
Sirva com a salsinha por cima!


Risoto de arroz integral e carne

Ingredientes:
200 g de Patinho ou Alcatra, picado
Temperos naturais a gosto (manjericão, orégano, salsa)
1 litro de água fervente
100 g de Arroz integral cateto
1 colher de sopa de ricota
Cebolinha picada

Modo de preparo:
Grelhar a carne e reservar o caldinho que sobra na panela, misturar esse caldo a água fervente com os temperos naturais. Refogar o arroz junto com a carne grelhada. Colocar aos poucos o caldo sobre o arroz e sempre que secar, colocar mais e mexer, até o arroz ficar cozido, retirar do fogo e misturar a ricota. Sirva com a cebolinha por cima!
  











Dieta Dukan lança balas de colágeno





Três sabores de balas saudáveis passam a integrar a linha Dr. Dukan

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Um novo produto passa a integrar a linha Dr Dukan: balas de colágeno hidrolisado. Em três sabores diferentes: abacaxi, chá verde com limão, chá vermelho com frutas vermelhas - as balas são saudáveis e não contém açúcares, gordura, nem corantes artificiais na composição.
Além de ajudar a saciar a vontade de doces, as balas de colágeno atuam no fortalecimento das unhas, articulações, cabelos e para a hidratação da pele e funcionamento dos intestinos. Reforçando os conceitos do prazer em ser saudável as balas Dr Dukan podem ser consumidas à vontade em todas as fases da dieta e também por pessoas que buscam uma alimentação mais equilibrada, já que são adoçadas com stévia.
As balas estarão disponíveis para compra a partir do dia 27 de julho, na loja e em lojas físicas especializadas. O preço sugerido é R$23,90.


Sobre Dr. Pierre Dukan
Com mais de 35 anos de experiência em comportamento alimentar, o Dr. Pierre Dukan é o médico nutrólogo mais lido da França. Ele também é autor de 20 livros que, juntos, venderam mais de 13 milhões de cópias no mundo. Em sua versão em português, o título "Eu não consigo emagrecer" ocupa a primeira posição do ranking de livros mais vendidos no Brasil, na categoria não-ficção. O médico é um militante assíduo no combate à obesidade e das consequências de seu impacto mundial.





Produzindo massa muscular em 9 semanas

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Tudo o que você queria saber Ginecomastia


A adolescência é o período em que a ginecomastia geralmente tem os efeitos mais profundos sobre o desenvolvimento sócio-emocional e sobre o bem-estar psicológico. A natureza castradora da condição pode deixar alguns jovens com dúvidas sobre sua masculinidade e com baixa autoestima


     A ginecomastia é a condição caracterizada por mamas masculinas demasiadamente desenvolvidas ou grandes. Existem várias razões para o aparecimento da condição. Algumas delas são congênitas e algumas são frutos do estilo de vida.

      “Uma das causas mais comuns para o surgimento da ginecomastia está relacionada com o sistema endócrino e com o excesso de hormônios femininos. A ginecomastia também pode ocorrer simultaneamente com tumores testiculares e com a síndrome de Klinefelter (quando uma pessoa do sexo masculino apresenta um cromossomo X a mais)”, afirma o cirurgião plástico Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada .

      O uso de esteroides também pode contribuir para o surgimento da ginecomastia, pois essas drogas criam um afluxo de testosterona e o corpo reage produzindo estrogênio, que, consequentemente, resulta em mamas mais femininas. A relação com o consumo de esteroides explica porque a ginecomastia é mais prevalente em fisiculturistas. “Segundo um estudo, publicado no Plastic and Reconstructive Surgery®, jornal da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS), a cirurgia de ginecomastia em fisiculturistas exige uma abordagem diferente. Em contraste com outros grupos de pacientes de ginecomastia, que tendem a estar acima do peso ou obesos, fisiculturistas geralmente não precisam de remoção do excesso de gordura ou pele. No entanto, eles precisam de atenção especial para evitar sangramento e cicatrizes. O risco de sangramento é maior por causa do aumento do fluxo sanguíneo nos músculos do peito altamente desenvolvidos. 

    Há também vários medicamentos que estão fortemente correlacionados com a incidência de ginecomastia, como o Propecia (indicado para alopecia) e o Lanoxin (indicado para insuficiência cardíaca).

   “Homens com elevado nível de testosterona também são suscetíveis a desenvolver a ginecomastia, mas nem todos com desequilíbrio hormonal desenvolvem o distúrbio. Em alguns casos, quando a ginecomastia está presente, existe a necessidade de uma avaliação endocrinológica para descartar quaisquer outras desordens hormonais”, observa o médico, que é membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

    Há três etapas da vida em que a ginecomastia é mais prevalente. A primeira fase é durante a infância, o que poderia ser devido, em parte, ao aumento da prolactina, sendo a doença mais pronunciada em lactentes. “A segunda fase é a adolescência, que é quando 30-60% de todos os casos de ginecomastia se desenvolvem. Daqueles que desenvolvem o distúrbio na adolescência, 80% têm a regressão da doença antes da idade de 18 anos. Os casos em que a doença não regride normalmente são aqueles que são mais graves. A adolescência é também quando a ginecomastia geralmente tem os efeitos mais profundos sobre o desenvolvimento sócio-emocional e sobre o bem-estar psicológico. A natureza castradora da condição pode deixar alguns jovens com dúvidas sobre sua masculinidade e com baixa autoestima”, diz o cirurgião plástico. A terceira fase da vida em que a ginecomastia é mais prevalente é durante a velhice, quando os homens experimentam a diminuição dos níveis de testosterona e a perda de elasticidade da pele.

Cirurgia plástica para tratar o problema

   Algumas farmacêuticas também produzem medicamentos para combater a ginecomastia, como o Gynexin. “Os pacientes que optam por essa alternativa terapêutica acabam descobrindo que os resultados desta medicação são inconsistentes e ineficazes”, diz o médico.

    Aqueles que consideram a correção cirúrgica da ginecomastia devem estar cientes de que existem dois tipos dominantes do distúrbio: a verdadeira ginecomastia e a pseudoginecomastia. “A maioria dos casos é uma mistura de ambos os tipos. A verdadeira ginecomastia é geralmente caracterizada pelo tecido glandular alargado, enquanto a pseudoginecomastia é tipicamente descrita como um excesso de tecido adiposo. A ginecomastia verdadeira é tratada com excisão da glândula, enquanto a pseudoginecomastia requer a lipoaspiração”, explica Ruben Penteado.

   A excisão é o tratamento mais confiável e proporciona resultados mais consistentes. De acordo com a literatura médica, há cerca de 10-35% de recidiva, quando se utiliza apenas a lipoaspiração. Com a excisão única, há cerca de 10% de recorrência. Como a maioria dos casos de ginecomastia é uma mistura de ambos os tipos, a maioria dos cirurgiões plásticos emprega ambas as técnicas. “O local mais comum para a excisão é o pólo inferior da aréola e as excisões geralmente não são maiores do que 1 "e 1 ¾" no máximo. Os cirurgiões plásticos necessitam  avaliar quanto de tecido e de gordura podem remover, caso a caso, pois muito pouco pode resultar em uma recorrência, e muito remoção glandular ou demasiado adelgaçamento da aréola poderia resultar numa depressão na pele”, destaca o diretor do Centro de Medicina Integrada.

  Na avaliação de Ruben Penteado, “felizmente, devido à maior consciência da ginecomastia tanto entre a comunidade de cirurgiões plásticos quanto entre o público leigo, mais homens têm procurado tratamento. Devido à natureza castradora desta condição, muitos homens acham difícil discutir o assunto, mas por causa da informação disponível e da consciência crescente sobre essa condição, o assunto está se tornando menos tabu. É importante que os pacientes saibam que o tratamento cirúrgico da ginecomastia pode melhorar a estética e a qualidade de vida dos pacientes. Os cirurgiões plásticos estão constantemente estudando e aperfeiçoando as técnicas cirúrgicas para criar o procedimento mais eficaz e seguro possível", diz o médico.





Convivendo com o diabetes: Saiba o que fazer e como ajudar o paciente



No Brasil, mais de 13 milhões de pessoas convivem com a doença e as famílias podem fazer a diferença no tratamento e manutenção da qualidade de vida desses pacientes  


        O diagnóstico de diabetes traz mudanças significativas à vida do paciente. Desde a mudança nos hábitos alimentares até a adaptação à rotina de medicamentos, o dia a dia é afetado e necessita de organização para equilibrar o novo cotidiano.



       Poucos sabem, no entanto, que compreender e apoiar essas alterações na rotina de um paciente com diabetes é o primeiro passo para ajudar a tornar as mudanças mais naturais.“Os familiares são peças-chave no tratamento da doença e as pequenas atitudes fazem toda a diferença, como acompanhar os pacientes em consultas com seus médicos e nutricionistas, por exemplo. E não são só as crianças que precisam de cuidados. Adultos também precisam desse envolvimento, especialmente no caso de diabetes tipo 2”, explica a médica Drª. Rocio Riatto Della Coletta, especialista na doença.



      Estima-se que, só no Brasil, mais de 13 milhões de pessoas tenham diabetes e, com isso, mais de 13 milhões de familiares, amigos ou cuidadores de pacientes que podem fazer a diferença. “O primeiro passo é ter em mente que a rotina irá mudar. Quando a pessoa descobre a doença e encara a dieta como um fardo, por exemplo, é muito importante ter o apoio dos familiares e dos que convivem com ele nessa etapa de adaptação”, afirma a médica.



      E não é só na parte da alimentação que a ajuda é bem vinda. O incentivo a uma rotina regular de exercícios físicos ajuda muito em todo o processo. “O ideal é estimular essa pessoa a mudar o estilo de vida e propiciar um ambiente favorável para que isso aconteça. A adoção de uma dieta saudável fará bem não só para o paciente, mas também para todos que passarão a ter uma vida mais leve”, enfatiza Rocio.



Crianças e o convívio escolar

Crianças naturalmente exigem certos cuidados durante o tratamento de diabetes, como a dieta específica e a regularidade na aplicação dos medicamentos, por exemplo. O convívio escolar também exige atenção e pode ser um divisor de águas em como essa criança enxerga o tratamento da doença. Muitas vezes estigmatizado, o aluno requer cuidados especiais na escola e acaba por chamar a atenção dos colegas que, se conhecessem suas condições, poderiam trata-lo com maior naturalidade. O auxílio do professor é fundamental ao explicar o que é a doença e desestigmatizar a questão da medicação. Além disso, o profissional de educação deve se manter atento aos sinais de perigo para o paciente, como episódios de hipoglicemia ou hiperglicemia.


Confira algumas  dicas para ajudar no tratamento de uma pessoa que tem diabetes

1. Adote hábitos saudáveis dentro de casa

2. Evite comer algo que o paciente não possa na frente dele


3. Procure produtos que sejam direcionados para o paciente com diabetes 



4. Aprenda a calcular os carboidratos dos alimentos, caso o paciente faça uso de insulina nas refeições



5. Estabeleça uma rotina para que o paciente adapte o seu tratamento às atividades cotidianas. Ajude-o a lembrar dos horários das medicações



6. Incentive-o a praticar exercícios físicos



7. Acompanhe o paciente em visitas ao nutricionista e ao médico



8. Caso não seja possível compartilhar dos mesmos alimentos, propicie refeições em que o paciente não se sinta desconfortável



9. Saiba o que fazer caso o paciente passe mal por hipo ou hiperglicemia



10. Busque ajuda em associações de pacientes com diabetes ou médicas para entender um pouco mais sobre a doença



Orientação gratuita

Para ajudar no convívio de pacientes com diabetes, a ADJ Diabetes Brasil oferece orientação gratuita por meio do “Dia a Dia com diabetes”. O programa intercala ensinamentos teóricos com ações do cotidiano para garantir uma maior adesão ao tratamento e à educação em diabetes. O projeto atende crianças, adolescentes e adultos e acontece às terças e quintas-feiras na sede da ADJ, na Rua Padre Antônio Tomas, 213 na Água Branca, em São Paulo. O agendamento é feito pelo telefone (11) 3675-3266/Ramal 11.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Suplementos alimentares X adolescentes


Busca por um estilo de vida saudável, aumento no número de academias e o sonho do corpo perfeito levam jovens a começarem exercícios físicos mais cedo

        Com o crescimento no número de academias, o incentivo a hábitos de vida saudável e a busca por corpos perfeitos, como os de modelos e artistas da televisão, os adolescentes passaram a freqüentar as aulas de musculação, cross fit e outros esportes que os levassem em rumo a seus objetivos. Como conseqüência, muitos passaram a buscar auxilio nos suplementos alimentares, que ajudam a repor parte da energia perdida no treino. A partir disso fica uma dúvida: mas será que esses suplementos podem prejudicar a saúde dos jovens?

      Segundo o Prof. Dr. Erico Caperuto, da ABENUTRI (Associação Brasileira de Empresas de Produtos Nutricionais), o uso desses suplementos na adolescência não oferece risco. “É importante ressaltar que suplementos são alimentos, então os riscos são os mesmos do consumo desequilibrado da alimentação natural. Alguns elementos, como os pré-treinos e termogênicos, exigem um pouco mais de atenção, mas se prescritos e consumidos de maneira adequada, não há problema”, afirma. 

    Quem concorda é a nutricionista Paula Fontes, da Probiótica: “Não existe nenhum risco relacionado ao uso de suplementos alimentares em nenhuma fase da vida, desde que consumido de maneira adequada e acompanhado de um profissional capacitado”. Ela ainda destaca que não há uma idade mínina para se iniciar o uso dessa suplementação. “O consumo desses alimentos deve acontecer quando se percebe uma necessidade específica do organismo. Ou seja, não existe uma idade mínima, mas a necessidade ou não de utilizá-los”.

    Nessa fase de amadurecimento, a maioria dos jovens busca o ganho e aumento de massa muscular. Por conta disso, os suplementos mais procurados são o whey protein, creatina, bcaa, hipercalóricos, e etc. “É papel da indústria e dos profissionais da saúde contribuir na educação dos jovens para que os suplementos possam trazer resultados benéficos, associados a uma alimentação equilibrada e a prática regular de exercícios físicos”, alerta Caperuto.

    Para Luciane Vieira, nutricionista da Black Skull,não existe um suplemento mais indicado do que outro, porque tudo depende da necessidade do individuo e sua composição corporal. “A whey protein é bastante procurada porque já há um déficit natural desse nutriente na alimentação dos jovens. A maioria dos alimentos que consumimos possuem mais carboidratos  do que proteínas. Estes suplementos recuperam a lesão muscular de um treino bem realizado e faz com que as fibras musculares se regenerem e aumentem suas quantidades”, explica.

    Outro fator importante ressaltado pelos especialistas é a participação e acompanhamento dos pais em todo o processo. “Eles podem ajudar buscando informações, com senso crítico, mas sem preconceito. Por exemplo, consultar profissionais da saúde de sua confiança. A informação pode vir de todos, mas a habilitação legal para a prescrição dos suplementos é do nutricionista”, afirma Caperuto.

    

Janela Anabólica

 

Comer com segurança


Escova para lavar vegetais, aliada da saúde
     
"Todos os legumes e frutas com casca devem ser lavados em água corrente e com uma escova de cerdas macias. O produto ajuda a remover a sujeira e os microorganismos prejudiciais à saúde", fala Liane Buchman, nutricionista da Clínica BodyHealth, na academia de ginástica Bodytech Eldorado, em São Paulo. Somente após esse processo, eles podem ser descascados e cortados.

       Isso vale não só para os vegetais que são consumidos com casca, como batata, cenoura e pepino, mas também para os que são ingeridos sem ela tais como melão e melancia, por exemplo. Se não limpamos a casca dessas frutas, as bactérias podem penetrar na polpa na hora de cortá-las. "No caso do tomate, o apetrecho ajuda também a remover, parcialmente, o agrotóxico presente na superfície", informa a nutricionista. Ou seja, mesmo que a prática não elimine 100% dos pesticidas, ela é útil para deixar os alimentos mais saudáveis. A escova, segundo ela, deve ser reservada somente para a higienização dos alimentos, pois caso utilize para outros fins pode ocorrer contaminação cruzada.

Passo a passo da higienização:
- Selecione bem os legumes e as frutas;
- Limpe-os bem com a escova em água corrente;
- Deixe-os mergulhados por cerca de 30 minutos numa tigela com 1 litro de água e 1 colher de sopa de água sanitária;
- Enxágue bem;

A Escova Lava Legumes (ref. 1730), da Condor, é perfeita para esse fim. "Com cerdas duras e macias, diferenciadas pelas cores verde e branca, ela garante a higienização adequada dos vegetais", fala Tiago Kotovicz, Coordenador de Produtos do segmento de limpeza da empresa que se destaca por garantir excelência com preço competitivo. Ele explica que as cerdas firmes servem para lavar os alimentos de casca grossa, que exigem mais força na limpeza. Já as macias, além de finalizar o processo, são indicadas para as frutas mais delicadas, como o morango, por exemplo. Ergonômica, confortável e de fácil ajuste à mão, pode ser encontrada em supermercados e lojas especializadas (o preço varia entre R$ 3,49 e R$ 4,99).


terça-feira, 21 de julho de 2015

O teste dos azeites





Fitoterapia para tratamentos como má digestão


A nutricionista Vanderlí Marchiori explica como fitoterápicos proporcionam melhor funcionamento dos órgãos


   
    A fitoterapia é uma ciência que está crescendo cada vez mais, utilizando matérias-primas vegetais para o tratamento e prevenção de doenças e problemas de saúde, como a má digestão. Recentemente, a marca Eparema, em parceria com a Associação Paulista de Fitoterapia, lançou a pesquisa “Má digestão: hábitos e comportamentos”, mostrou este avanço: 90% dos entrevistados acreditam que os medicamentos fitoterápicos podem ajudar nos problemas digestivos.


     Essa área já obedece às rigorosas normas de aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) da mesma forma que um medicamento tradicional. Além disso, sua prática e eficácia são validadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) desde 1998.

     Dentro do universo da fitoterapia, existem os medicamentos fitoterápicos, comercializados na maioria das vezes em diferentes formas farmacêuticas, como óleos, cápsulas e extratos concentrados.

   Vanderlí Marchiori, nutricionista e especialista em fitoterapia, explica a função das principais ervas para o alívio dos desconfortos digestivos.

BOLDO – Devido às suas propriedades farmacológicas e ao seu princípio ativo - boldina, um alcalóide responsável pelas suas propriedades hepáticas e gastrointestinais¹ -, o boldo é indicado para diversos males de saúde. A erva contribui para a proteção do fígado e estimula a vesícula biliar. Além disso, ela melhora as funções digestivas, auxilia no tratamento da prisão de ventre e é considerado um diurético.

RUIBARBO – O ruibarbo (Rheum palmatum L.), originário de montanhas asiáticas, é uma planta comestível, largamente utilizada como fitoterápico graças às suas propriedades medicinais cientificamente comprovadas². Ele ajuda na digestão e tem ainda ação laxativa e adstringente. Alivia a azia e o enjoo.

CÁSCARA SAGRADA - É uma planta originária dos Estados Unidos, mas que, muito bem adaptada no Brasil, pode ser encontrada em todas as regiões do nosso país³.
A erva tem propriedades digestivas, diuréticas e laxativas. Ela auxilia no combate a problemas de prisão de ventre facilitando a eliminação das fezes. Portanto, contribui para a finalização do processo digestivo.

A nutricionista explica a diferença entre os fitoterápicos e medicamentos sintéticos. “Os medicamentos fitoterápicos são obtidos com emprego exclusivo de matérias primas ativas vegetais, diferente do que ocorre com os medicamentos sintéticos (feitos a partir da síntese química em laboratório)”. 

Principais resultados da pesquisa:
  • 68% dos participantes acreditam que o estresse é o principal causador dos problemas digestivos.
  • A maioria dos entrevistados declarou sofrer de azia, má digestão, gases, barriga estufada, prisão de ventre e empachamento pelo menos duas vezes durante um mês.
  • Oito em cada dez pessoas se preocupam com a alimentação.
  • 47% não deixam de comer algo mesmo sabendo que poderá lhe fazer mal.
  • 60% têm o sentimento de culpa pelo consumo excessivo, sendo que, deste total, 70% são mulheres.
  • Os sintomas da má digestão acabam impactando primeiramente na rotina de trabalho e, na sequência, nos momentos de lazer.
  • 90% disseram  que poderiam ter uma alimentação mais saudável, equilibrando todos os nutrientes necessários e respeitando as quantidades permitidas, além de trocar cardápios calóricos por opções mais leves.
  • Metade da amostra compra o medicamento que age contra os distúrbios digestivos antecipadamente, enquanto outros quase 40% compram apenas quando estão precisando.
  • Quase 90% acreditam que os medicamentos fitoterápicos podem ajudar nos problemas digestivos.
  • Apenas 7% disseram ir ao médico quando têm azia, má digestão, gases, barriga estufada, prisão de ventre e empachamento.
Referências:
Alonso JR (Ed.). Tratado de fitomedicina: bases clinicas y farmacológicas. ISIS ediciones.Argentina. 1998. Boldo. p. 310-14
Alonso JR (Ed.). Tratado de fitomedicina: bases clinicas y farmacológicas. ISIS ediciones.Argentina. 1998. Ruibarbo. p. 856-59
Alonso JR (Ed.). Tratado de fitomedicina: bases clinicas y farmacológicas. ISIS ediciones.Argentina. 1998. Cascara sagrada. p. 354-59

Sobre a pesquisa: “Má digestão: hábitos e comportamentos”
A pesquisa realizada pela marca Eparema em parceria com a Associação Paulista de Fitoterapia tem o objetivo de compreender os hábitos e comportamentos de quem sofre disturbios digestivos. Foram realizadas 400 entrevistas com homens e mulheres de 18 a 50 anos durante os meses de abril e maio, pertencentes às classes A, B e C e residentes nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo.


terça-feira, 14 de julho de 2015