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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Alimentos industrializados no prato



Embora cada dia mais se fale da importância da prevenção e busca por qualidade da vida, as frutas, legumes e verduras, grandes aliados na batalha contra tantos males, estão perdendo espaço para os alimentos industrializados nos pratos dos brasileiros.

O trabalho, publicado na revista científica “Journal of Human Growth and Development”, revisou 23 pesquisas feitas no Brasil sobre o tema entre 2005 e 2015. O resultado mostra que só 12,5% dos adolescentes consomem uma porção de fruta, legume ou verdura por dia, quando o ideal, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), seriam cinco porções (ou 400 gramas).

Segundo a endocrinologista Alessandra Rascovski, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, os dados são preocupantes uma vez que ter alimentação balanceada é importante para a manutenção de um corpo saudável e livre de doenças graves. “Uma alimentação rica em frutas, legumes e verduras está associada ao menor risco de desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis (hipertensão, acidente vascular cerebral, câncer) e a manutenção do peso adequado. Esses alimentos também são protetores do organismo contra as doenças pulmonares crônicas e obstrutivas, incluindo a asma e a bronquite”.

Em 2011, uma pesquisa do IBGE já havia apontado que 90% da população brasileira não consumia os 400 gramas diários de frutas, legumes e verduras preconizados pela OMS.

A troca de alimentos saudáveis por alimentos pobres em valor nutricional, cheios de gordura e de outros elementos que fazem mal à saúde, como o sal e o açúcar, ocorre porque são mais baratos e ao alcance de qualquer pessoa, sem contar o grande apelo nos meios de comunicação, principalmente para as crianças. Mas isso traz consequências graves. “Não é a toa que hoje a principal causa de mortalidade é a má alimentação, pois ela é responsável pela epidemia de obesidade, por problemas cardíacos e por cerca de 40% dos tipos de cânceres existentes”, explica a médica.

Entre os idosos o consumo de alimentos saudáveis é um pouco melhor. Em algumas capitais, como Belo Horizonte e Florianópolis, até 40% deles têm um consumo adequado de frutas, verduras e legumes. Além desse grupo, mulheres e pessoas de melhor nível socioeconômico são as que mais comem alimentos saudáveis. No entanto, considerando todas as faixas etárias, os resultados da pesquisa não são bons.

Um fato curioso é que o estudo identificou que até 80% das pessoas estavam equivocadas sobre o seu próprio consumo de frutas e legumes, acreditando que estavam ingerindo em quantidade ideal de alimentos saudáveis.

“É importante tirar as frutas, legumes e verduras do papel de lanches ocasionais e elevá-los a protagonistas das refeições. Devemos ressaltar também que o Ministério da Saúde incentiva o consumo desses grupos de alimentos em suas formas naturais, excluindo assim os produtos com alta concentração de açúcar, como as geleias de frutas, as bebidas com sabor de frutas e os vegetais em conserva”, finaliza a especialista.


Sobre dra. Alessandra Rascovski:
Formação Médica e Doutorado em endocrinologia pela Faculdade de Medicina da USP; Médica fundadora do Ambulatório Clínico de Obesidade mórbida do Hospital das Clínicas de medicina da USP; Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira de Estudos sobre Obesidade (ABESO); Especialista certificada em medicina mente-corpo e gerenciamento do Stress pela Harvard Medical School - Mind Body Institute e pela “International Stress Management Association no Brasil”. Vencedora do Prêmio Análise Medicina “Endocrinologia e Metabologia” em 2008/2009/2012/2013. Atual diretora da Equare, em São Paulo, centro especializado em estilo de vida com foco em medicina integrativa e atendimento multidisciplinar. 

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Falsos amigos: 5 alimentos que parecem saudáveis, mas não são!


Especialista em emagrecimento destaca os vilões da vida saudável que estão disfarçados nas prateleiras

Certificado em Nutrição Otimizada para Saúde e Bem-Estar pela Universidade Estadual de San Diego, Califórnia, Rodrigo Polesso busca acabar com mitos que estão enraizados na alimentação da maioria das pessoas. Criador do programa online de emagrecimento Código Emagrecer de Vez, o especialista em já ajudou mais de 2 mil pessoas a mudarem a relação com os alimentos e adotarem um novo estilo de vida.

Sempre questionado sobre os alimentos ideais, Polesso explica que o indicado é ter o que ele chama de Alimentação Forte, que é um estilo de vida alimentar baseado no consumo correto e estratégico de alimentos de verdade e na prática de hábitos comprovadamente saudáveis, para se atingir um peso ideal e mantê-lo por toda a vida. “Além do excesso de carboidratos refinados e processados, que um dos grandes culpados pelos altos índices de obesidade, é preciso combater o consumo exagerado de produtos industrializados, que muitas vezes se dizem saudáveis, mas são verdadeiras armadilhas”. O especialista destaca cinco exemplos de alimentos que muita gente ainda acha que ajudam a emagrecer.

1-Pão integral
Segundo Polesso, o consumo de pães e farinha integral não significa necessariamente uma alimentação saudável. O especialista confirma que o trigo, integral ou não, é um grande vilão do emagrecimento. Ele ensina que o trigo promove o descontrole dos hormônios insulina e leptina no corpo, fornecendo uma ‘lenha’ de má qualidade para o que Polesso chama de ‘fogueira do emagrecimento’.  "O trigo e seus derivados são digeridos pelo corpo muito mais rapidamente que o próprio açúcar puro, isso sem contar nos antinutrientes e no glúten, que é associado a uma grande variedade de problemas de saúde até mesmo em pessoas que não se dizem intolerantes a ela", desmistifica Polesso, que contraria as pesquisas recentes que geraram manchetes favoráveis ao consumo da farinha integral. “O que fizeram foi um estudo observacional, que é muito diferente do ensaio clínico randomizado feito em laboratório, já que só observa acontecimentos e faz associações matemáticas que dão a ilusão de causa e efeito”, explica. O especialista ensina que essas pesquisas basicamente pegam uma amostragem de pessoas que consomem pães e massas integrais, e comparam suas vidas com as daqueles que não o fazem. “A pesquisa não considera todos os outros hábitos, com outras influências”. 

2-Barra de cereal
Repletas de açúcar e carboidratos, as barras de cereal são vendidas como um “lanchinho” para que as pessoas não fiquem tanto tempo sem comer. Crítico dos alimentos industrializados, Polesso destaca que o hábito de comer barras de cereal exige a quebra de dois mitos. “Inventaram determinados tipos de alimentos para horas diferentes do dia, mas não existe nenhuma lei definindo o que deve ser consumido conforme a posição do sol, sendo que é possível consumir carnes ou oleaginosas em qualquer horário, por exemplo”, explica. O outro mito que o especialista procura desconstruir é a falsa ideia de que é necessário comer a cada 3 horas. "Ao se alimentar a cada 3 horas, ainda tipicamente carboidratos, se mantém o corpo em estado anabólico constante, mantendo os níveis de insulina elevados no sangue, o que por si só estimula o armazenamento de gordura e previne sua queima. Sem contar que este consumo constante de alimentos não permite que o corpo se refaça, se recicle e se regularize", ensina.

3-Produtos light
Além de serem geralmente industrializados e repletos de ingredientes nocivos, os produtos que levam o nome “light” nas prateleiras do supermercado apresentam tipicamente redução de gordura boa. “Dessa forma, eles passam a ser verdadeiros aglomerados de carboidratos, quando são justamente as gorduras de qualidade que ajudam a prevenir o ganho de peso, através de uma maior saciedade, colaborando para ao emagrecimento”, explica, lembrando que as pesquisas mais recentes indicam a necessidade de consumir mais gordura do bem, como a que está presente nos ovos, oleaginosas e carnes.

4-Mel
Muitas pessoas passam a utilizar o mel como forma de adoçar algumas bebidas, mas Polesso destaca que o fato de ele ser produzido por abelhas não o impede de ser essencialmente açúcar. “Para as pessoas que querem perder peso como objetivo primário, eu sugiro que ele seja retirado ou bastante reduzido da dieta”, alerta. Segundo o especialista, pessoas que levam uma vida saudável e um estilo de vida magro podem consumir mel com moderação. “Depende muito da dose, mas simplesmente trocar o açúcar comum pelo mel não adianta para quem procura emagrecer com prioridade, já que o ideal é cortar o consumo de doces ao máximo, utilizando poucas e esporádicas doses de adoçantes mais saudáveis, como Estévia, Xilitol ou Eritritol”, completa. 

5-Iogurtes industrializados
Os iogurtes naturais, bem como a manteiga, o queijo e outros derivados do leite, são alimentos bem-vindos na dieta, já que são ricos em gorduras de qualidade e proteínas, mas alerta para os tipos de iogurte repletos de açúcar, que geralmente são colocados como opções saudáveis às crianças. “A maioria dos iogurtes industrializados tem uma quantidade muito grande de açúcar, e ainda utilizam leite desnatado ou apenas o soro do leite, removendo muitos dos nutrientes mais importantes do alimento”, destaca.


quinta-feira, 21 de julho de 2016

Ortopedista comenta as novas tecnologias no mercado de colchões



Ortopedista comenta as novas tecnologias no mercado de colchões
Escolher o colchão ideal para cada tipo físico é essencial para uma noite de sono com qualidade
Um terço da vida das pessoas é gasta dormindo. Alguém que dorme oito horas por noite, passa quase oito mil horas por ano na cama. Portanto, a escolha de um bom colchão é fundamental para ter uma boa noite de sono e acordar disposto para encarar as atividades do dia. Existem alguns modelos que podem ser inadequados para determinado tipo físico, uma patologia específica, ou, até mesmo, ele pode estar vencido.
Colchões possuem data de validade e é necessário estar atento a isso. Uma das principais dicas do ortopedista do Centro de Qualidade de Vida (CQV), Carlos Kopke, para uma boa qualidade do sono é que um colchão de espuma, por exemplo, deve ser trocado a cada cinco anos. “A espuma deforma muito rápido e, consequentemente, a pessoa irá acordar com o corpo dolorido. Os demais tipos podem ser trocados a cada sete anos, e na hora da compra de um novo é necessário avaliar o conforto e sentir a acomodação do corpo, independente do material de fabricação. Recomendo que se deite no colchão, no mínimo, cinco minutos na posição de costume. Se após esse tempo sentir algum desconforto, não é o modelo adequado para você”, explica.  
Atualmente, as camadas dos colchões vêm passando por investimentos de conforto, adaptando-se à constante resistência de peso e forma do indivíduo, apresentando material de poliuretano, espuma de memória e a espuma de memória de gel. “Os colchões híbridos também estão entre as melhores e mais recentes opções no mercado, graças aos benefícios que oferecem. Especificamente, eles combinam bobinas embaladas individualmente com espuma de memória para oferecer o melhor de ambos. As bobinas oferecem apoio, enquanto as camadas de espuma de memória e memória gel de espuma tem como função regular a temperatura corporal”, diz o ortopedista.
Entre tantas opções no mercado, o consenso entre os especialistas é que o colchão ideal seja aquele em que a pessoa se sente mais confortável, caso contrário, as noites mal dormidas podem comprometer a circulação sanguínea, causando desconfortos, câimbras e formigamentos noturnos, além de distúrbios na coluna - como a osteoartrose - fadiga, cefaleia, asmas e alergias. Para os casais, o ortopedista recomenda um tipo específico de colchão. “Casais devem priorizar colchões de molas ensacadas, o chamado sistema pocket, pois quando uma das pessoas se mexe, a outra não sente. É importante ressaltar também que os ombros e o quadril devem sempre estar acomodados para evitar as famosas dores lombares e lesões graves no futuro”, finaliza.

Características e durabilidade de diversos tipos de colchões existentes no mercado:
Espuma de poliuretano
É feito de espuma e tem opções de densidade e altura conforme o biotipo da pessoa. No caso de casal, deve-se optar pela densidade do cônjuge, de maior peso. Custa menos que o de molas. Dura cerca de cinco anos.
Mola do tipo Bonnel
São molas de aço entrelaçadas e cobertas por uma fina camada de espuma. As mais modernas, de aço carbono, são mais silenciosas e resistentes. É mais indicado para solteiros, porque quando uma pessoa se mexe num canto do colchão, o outro lado balança. Suporta até 150 quilos em média (solteiro). É bem pesado e dura em média 10 anos.
Molas ensacadas ou Pocket
As molas de fio de aço, e em formato de barril, são ensacadas individualmente. O acionamento das molas funciona de forma individual, mantendo a estabilidade da superfície onde não há pressão. Costuma ter uma camada extra de espuma sobreposta ao colchão chamada "pillow top" para dar mais conforto. Suporta até 150 quilos (solteiro). Dura em média 10 anos.
Viscoelástico
Esse material não deforma com o peso do corpo, possui tecnologia da Nasa. A espuma tem capacidade de se moldar aos contornos do corpo. Porém, é o mais difícil de se adaptar nas primeiras semanas. Depois, ele memoriza o contorno do corpo propiciando muito conforto. Suporta qualquer peso e altura.
Látex
É produzido em material sintético, derivado da borracha. É bem macio e não esquenta. Dura em média cinco anos.
Ortopédico
Seu suporte é mais duro, porque há uma tábua de madeira entre as camadas de espuma. Muitos médicos o criticam porque pode prejudicar o conforto da coluna cervical. Também pode ser mais difícil chegar a um consenso quando se trata de um casal. Dura em média 10 anos.





quarta-feira, 20 de julho de 2016

Os benefícios do painço


Além de auxiliar no controle do peso, este cereal integral pode prevenir doenças cardiovasculares, diabetes tipo II e constipação; saiba como consumir e quais são suas principais propriedades nutritivas 

Pequeno, redondinho e de cor amarelada. Estas são algumas características do painço. De origem asiática, este pequeno grão vem ganhando cada vez mais destaque devido aos seus inúmeros benefícios. Para o consumo humano, ele é um cereal integral com boas concentrações de proteína, fibra, ferro, cálcio, não contém glúten e é capaz de auxiliar tanto no controle do peso quanto na prevenção de doenças cardiovasculares, diabetes tipo II e constipação.

Maria Fernanda D’Ottavio, nutricionista do Clinic Check-up HCor – Hospital do Coração, em São Paulo, comenta que o consumo diário deve ser de, aproximadamente, 120 g, o equivalente a quatro colheres de sopa. Pode ser em forma de farinha, adicionada às frutas, sucos e vitaminas ou cozido, por ser uma alternativa ao arroz e à farinha de trigo, por exemplo. “Devido à sua característica de baixo índice glicêmico e lenta absorção, o painço ajuda a ter mais saciedade, deixando a fome longe por mais tempo, o que favorece o emagrecimento”, diz.

Incluir o painço na dieta, segundo a nutricionista, é mais do que uma alternativa interessante aos outros cereais integrais. Este grão, de baixa caloria – cada 100 g possuem 120 kcal -, contém bons teores de metionina, aminoácido essencial que ajuda no processo de formação do corpo, pouco presente na batata e na mandioca, por exemplo. Além disso possui é enriquecido em cálcio, o que favorece a saúde óssea.

A nutricionista lista outros benefícios deste cereal para você incluir agora da dieta:

Saúde dos ossos: por ser rico em cálcio, o painço ajuda na prevenção ad osteoporose.

Previne diabetes: as fibras alimentares ajudam na absorção lenta da glicose no organismo, o que evita picos de açúcar no sangue.

Doença celíaca: por não conter glúten, pessoas com doença celíaca também podem se beneficiar com o consumo do painço.

Antienvelhecimento: com ação antioxidante, os polifenois possuem características anti-inflamatórias, antiplaquetária, que colabora com a saúde do coração, e antienvelhecimento, por eliminar os radicais livres do organismo.

terça-feira, 19 de julho de 2016

ExpoNutrition 2016

  
Maior feira de negócios do segmento de nutrição e suplementação esportiva 
do Brasil será de 21 a 23 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo

Raras ações conseguem atingir toda uma cadeia produtiva, do produtor ao consumidor, impactando diretamente nos profissionais que impulsionam um mercado. No Brasil, o segmento de nutrição esportiva conta com um evento deste porte, a ExpoNutrition Business Sports Show, que em 2016 está confirmada para o período de 21 a 23 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo. A organização prepara novidades, especialmente para lojistas, o elo de ligação entre as empresas e os consumidores.

Pelo oitavo ano, a capital paulista reunirá as principais empresas do setor. Lojistas, profissionais do setor e público em geral serão apresentados a novos produtos, promoções e brindes. Além dos lançamentos e ações comerciais, a maior feira de negócios do segmento de nutrição e suplementação esportiva do Brasil tem ainda mais atrações, como competições, apresentações de diferentes modalidades, contando com a presença de celebridades fitness e atletas de elite.

Apesar de a economia ainda lutar por recuperação, as expectativas são positivas para os participantes da ExpoNutrition. Isso porque em 2015, mesmo no auge da crise, a feira apresentou um crescimento no volume de negócios de 5% em relação ao ano anterior. Foram movimentados R$ 100 milhões, com a presença de cerca de 45 mil pessoas nos corredores do Expo Center Norte. Para 2016, as expectativas são para números ainda maiores.

Como já é marca registrada, a ExpoNutrition disponibiliza horários exclusivos para empresários do setor. Nos dias 21 e 22, o período das 10h às 14h será exclusivo para profissionais da área (é necessário credenciamento prévio). "Em 2016, continuaremos atendendo aos pedidos dos lojistas, mantendo o tempo dedicado aos negócios para quatro horas. A experiência já comprovou o sucesso desta ação", explica Ana Paula Leal Graziano, diretora da Savaget Promoções & Excalibur Congressos e Eventos, empresa promotora da feira e também de grandes eventos como o Arnold Classic Brasil.

O público em geral terá acesso a ExpoNutrition entre 14h e 20h na sexta e sábado e das 10h às 18h no domingo. "Disponibilizamos o tempo exclusivo para lojistas e empresas, mas não esquecemos do público em geral, que sempre prestigia a feira em massa. Desta forma, buscamos atender todos os segmentos da melhor forma possível. Felizmente, tem dado muito certo e seguiremos nesta linha em 2016", esclarece Ana Paula.


ExpoNutrition Business Sports Show
Data: 
21 a 23 de outubro de 2016
Horário: 
21/10 e 22/10 (sexta e sábado)
Profissionais do setor credenciados: das 10h às 14h
Visitantes: das 14h as 20h
23/10 (domingo)
Visitantes e Profissionais do setor credenciados: das 10h às 18h

Local: 
Pavilhão Branco - Expo Center Norte (Rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme)

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Dor de Câimbras: como se prevenir


Dolorosas e inesperadas, as contrações musculares involuntárias, conhecidas como câimbras, não escolhem faixa etária ou gênero para incomodar. Segundo o Dr. Eduardo Rauen, membro da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) e da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), pelo menos 95% das pessoas experimentarão esta sensação dolorosa em algum momento de sua vida.

No entanto, há variáveis que tornam certas pessoas mais suscetíveis ao quadro. A mais comum e popularmente conhecida é o excesso de atividades físicas sem o devido descanso muscular, além da desidratação do músculo. Outras possíveis causas são a falta de magnésio e cálcio, além do uso de medicamentos como diuréticos, remédios anti-hipertensivos e contra colesterol.

Embora afete todas as idades, as câimbras, principalmente à noite, se tornam mais comum a partir dos 50 anos, quando aumenta a fadiga muscular e o uso de medicamentos que impulsionam a frequência da dor. Como formas de prevenção, o Dr. Rauen indica manter a hidratação em dia, descanso muscular regular e, em caso de pacientes que não praticam atividades físicas, fazer um alongamento antes de dormir.

“Uma das indicações é comer bananas, não pelo potássio, como é dito popularmente, pois a substância está ligada ao relaxamento muscular; mas pela glicose, que ajuda na nutrição dos músculos e, consequentemente, combate os episódios dolorosos”, esclarece.

No momento específico da dor, porém, alguns métodos são recomendados para aliviar um pouco o sofrimento. Não adianta apenas relaxar o músculo para interromper a contração, pois ela se caracteriza exatamente por ser involuntária. O ideal é fazer um alongamento no local com o movimento contrário ao da contração.

“É indicado, ainda, fazer uma compressa morna e uma massagem suave no local da contração, que contribui ao relaxamento do músculo. O principal é alongar o membro acometido” explica Dr. Eduardo.


Por fim, o medico ainda cita outras condições que podem aumentar o risco de se apresentar câimbras, como a gravidez, que força músculos até então não muito utilizados pela mulher, pacientes sob o tratamento de hemodiálise e condições externas como as baixas temperaturas, que podem aumentar a sua frequência. 

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Mantenha uma alimentação saudável e equilibrada no inverno



O frio chegou e uma das coisas mais gostosa da estação é preparar algo quentinho para se aquecer. O nosso organismo gasta muito mais energia nesta época do ano e consequentemente a sensação de fome aumenta. Em decorrência disso, muitas vezes, as pessoas optam por alimentos mais calóricos, que proporcionam rápida saciedade e conforto térmico, mas, com isso, os quilinhos extras também aparecem.

A professora do curso de Nutrição do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (CEUNSP), Amanda Calegari, preparou algumas dicas essenciais que ajudarão as pessoas a manterem uma alimentação mais equilibrada e saudável nesta época do ano: 

- Fracione a alimentação - Não passe muito tempo sem se alimentar. Caso contrário, a fome e a compulsão vão levar aos abusos e a busca por alimentos mais calóricos.
 
- As frutas perdem espaço em temperaturas mais frias - Consuma-as em forma de purê, geleia ou cozidas. Uma dica boa é cortá-las em fatias e levar ao fogo baixo com ½ colher de sopa de açúcar cristal, deixar cozinhar lentamente sem chegar a desmanchar. Retire do fogo, polvilhe um pouquinho de canela e consuma quente ou gelado em torradinhas.
 
- Sopas são sempre uma boa opção para o frio - Abuse de sopas pouco calóricas, alimentos quentes também levam a uma saciedade precoce. Mas não podemos esquecer apenas que tubérculos como batata, mandioca e mandioquinha contém alto teor de carboidratos e pouca fibra alimentar, devendo então ser apenas um ingrediente das sopas, e não a base delas. É bem válido diluir os ingredientes com legumes e verduras variadas (e menos calóricos), como abobrinha, abóbora, chuchu, cenoura, couve-manteiga, couve-flor, brócolis, nabo, vagem e espinafre.
 
- Evite - Caldos que levam muito queijo ou farinhas para alcançar a consistência cremosa. Para isso, pode-se utilizar a super nutricional “biomassa de banana-verde” ou a própria aveia. Outras sopas a serem evitadas são as industrializadas, que mesmo com a promessa de baixa caloria, não possuem valor nutricional e quase sempre excedem muito em sódio, e todos sabem o prejuízo do excesso de sal por promover a retenção de líquidos no corpo, ou o famoso inchaço.
 
- Consuma – Dê preferência para doces à base de frutas ou legumes, como figo, goiaba, banana, abóbora e batata-doce roxa. Opte por chocolates amargos ou meio amargos, eles têm muitos benefícios comprovados à saúde. Prefira o consumo de arroz, macarrão e pão integral no lugar das versões refinadas, brancas, pelo menos no inverno, quando se diminui o consumo de saladas e frutas, repondo assim, parte das fibras na alimentação através dos integrais.
 
- Não se engane - O molho branco é muito calórico, prefira molho ao sugo ou à bolonhesa (não se esquecendo que melhor é o consumo do macarrão integral). Massas recheadas também elevam muito o valor calórico, prefira as recheadas de ricota ou escarola, espinafre, etc. O consumo de algumas bebidas alcoólicas aumenta no inverno, como exemplo podemos citar o vinho, cuidado! O álcool tem 7 calorias por grama, enquanto que o carboidrato (açúcar, por exemplo) tem apenas 4 kcal/grama, assim, fica muito mais calórico um jantar regado a vinho. Prefira o consumo de apenas uma taça.
 
- Substituições - Para preparações típicas do inverno como o fondue priorize o uso de queijos magros, substitua o pão por pão integral ou por legumes como brócolis, cenoura, couve-flor. Para a sobremesa utilize somente as frutas.
 
- Tempo frio, pele seca - É importante ressaltar a necessidade em manter o consumo de água durante o inverno, quando é comum diminuirmos o consumo. A desidratação no inverno é frequente e o reflexo vem na pele ressecada e áspera e nas fissuras nos lábios. Mantenha o consumo de água ou outros líquidos como água de coco, chás, sucos ou leite com canela. Beba pelo menos três copos em cada período: manhã, tarde e noite.
 
- Saladas e Legumes - Por haver uma diferença no teor de nutrientes entre os vegetais crus e cozidos, o ideal é que consumíssemos os dois diariamente. Uma opção durante o inverno é consumir os crus no horário do almoço, uma vez que neste horário as temperaturas costumam ser mais elevadas. Outra dica é que, devido à diminuição do consumo de fibras por meio dos vegetais crus, nesta época seria interessante aumentar o seu consumo em outros alimentos como arroz integral ou no acréscimo de aveia, farelo de trigo, linhaça ou chia nas preparações.
 
- E para quem aprecia um delicioso chocolate quente - Apesar de delicioso, o chocolate quente é uma bebida muito calórica. Podemos reduzir essas calorias e a quantidade de açúcar substituindo o achocolatado comum por cacau em pó (que não contém açúcar, por isso, mais amargo) ou ao menos, chocolate em pó, que já possui menor quantidade de açúcar em sua formulação. Podemos também em alguns casos optar pelo leite desnatado. Os chás são boas opções, porém, devemos tomar cuidado com a quantidade de açúcar adicionado. Uma boa opção é acrescentar especiarias aos chás, como cravo, canela, gengibre e açafrão-da-terra, pois têm ação termogênica (aquecem o seu organismo internamente) e deixam a circulação e metabolismo ativados. Além destas bebidas, podemos consumir quentão sem álcool, bebidas preparadas com café, café com leite ou até suco de milho, interessante porque além de energético, mata a fome.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Conheça os benefícios do frango orgânico à saúde



Frango orgânico assado empanado com pipoca

Especialistas explicam os diferenciais desse alimento

Na busca pela qualidade de vida, o hábito de uma alimentação saudável está cada vez mais presente no dia a dia das pessoas. Optar por alimentos integrais e orgânicos é uma prática que não só traz benefícios à saúde, como também contribui para a preservação do meio ambiente. Segundo uma pesquisa realizada pela Sociedade Nacional de Agricultura, o índice de consumo de produtos orgânicos passou de 20% para 25% ao ano em 2015 e, até dezembro de 2016, deve ultrapassar os 30%. Para comentar as propriedades e diferenciais dessa categoria de produtos, a nutricionista da rede Supermercados Mambo, Karina Reis, explica, “os alimentos orgânicos, em geral, têm maior valor nutricional e são mais saborosos, principalmente por se desenvolverem de forma natural, sem a adição de defensivos agrícolas”.

Segundo o diretor industrial da Korin - empresa líder no segmento de produtos orgânicos e naturais brasileiros, Luiz Carlos Demattê Filho, os frangos orgânicos são criados de forma diferenciada, com prioridade ao bem-estar animal e à alimentação vegetal orgânica certificada. “Os frangos orgânicos da Korin são criados em produções familiares, livres de antibióticos preventivos, terapêuticos ou promotores de crescimento, recebendo também a certificação de Bem-Estar animal. O seu diferencial, em relação à linha sustentável da empresa, está na ração 100% vegetal, à base de milho e soja com certificação orgânica, extrato de plantas, óleos essenciais de ervas e com acréscimo de prebióticos e probióticos, que ajudam a regular o trânsito intestinal e proteger de possíveis infecções. Além disso, os animais possuem abrigos com menor densidade de aves por m² em relação à produção convencional, e têm livre acesso à área de piquete ao ar livre. Todos esses diferenciais influenciam positivamente o produto final”, esclarece Demattê.

De acordo com a nutricionista, além de possuir baixo teor de gordura, o frango orgânico auxilia na prevenção de doenças cardiovasculares, degenerativas e câncer. “Trata-se de uma proteína magra que aliada a uma alimentação equilibrada e saudável ajuda a reforçar o sistema imunológico. Sendo assim, ao consumir o produto orgânico, além de diminuir o nível de substâncias tóxicas no organismo, aumenta a quantidade de vitaminas consumidas, já que em média, o produto tem três vezes mais nutrientes minerais comparando-se aos alimentos convencionais”, explica Karina.

Frango Orgânico Empanado com Pipoca
Ingredientes:
600 g de peito de frango orgânico cortado em filés
Sal marinho a gosto
1 colher de chá de páprica picante
1 clara de ovo orgânico batida
2 xícaras de chá de pipoca estourada
Óleo orgânico para pincelar

Modo de Preparo:
Tempere os filés com o sal e a páprica e coloque-os em uma tigela. Acrescente a clara e reserve. Bata no liquidificador as pipocas até ficarem bem moídas. Passe os filés na “farinha” de pipoca e distribua-os em uma assadeira pincelada com óleo. Leve ao forno e asse em fogo médio (200ºC). Deixe por 10 minutos e vire para assar do outro lado. Sirva em seguida.

Rendimento: 5 porções
Nível de Dificuldade: Fácil

Tempo de Preparo: 40 minutos

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Light, Diet ou Zero, qual a melhor opção?


Determinação da Anvisa para rótulo de alimentos promete facilitar a escolha do cliente pelo produto adequado

Refrigerante zero, pão light, chocolate diet. Nas prateleiras dos supermercados, opções de produtos e denominações é o que não faltam - o que pode deixar qualquer pessoa com dúvidas na hora de escolher a alimentação mais adequada e saudável. Afinal, qual deles não contém gordura, açúcar, e ajuda a emagrecer?

Para facilitar na escolha do produto ideal, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), determinou que todos os fabricantes de alimentos devem cumprir novas regras para embalagens. Entre as exigências, é que os valores calóricos por porção consumida estejam no rótulo. Isso porque, muitas embalagens continham apenas o valor energético do total oferecido e não de quantidades pequenas consumidas.

De acordo com a nutricionista do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), Rosangela Teodorovicz, é importante que o consumidor leia com atenção as informações nutricionais contidas nos rótulos e compreenda a diferença entre os produtos existentes no mercado – diet, light ou zero.

Diferença entre Light e Diet

A nutricionista explica que os alimentos light possuem redução de 25% no valor calórico ou na quantidade de algum ingrediente em relação ao original, como gorduras, açúcares ou sódio. “É por isso que para quem deseja emagrecer, os produtos light são os mais indicados”, afirma.

Já os alimentos diets são isentos de determinados ingredientes em sua composição. “São recomendados para pessoas com dietas diferenciadas ou opcionais”, orienta a nutricionista. Entre as dietas, estão as que precisam de alimentos que eliminam ou substituem algum componente, como o açúcar – no caso dos diabéticos, o sal – para hipertensos, o glúten – para os celíacos ou a gordura – para quem tem colesterol alto.

É por isso que alimentos diets que substituem o açúcar por gordura – como o chocolate dietético não devem ser usados por quem quer perder peso. “Observa-se que tanto um produto diet quanto light podem apresentar diferença na quantidade de qualquer um dos nutrientes, porém no produto diet não há obrigatoriamente redução do valor energético, já no light sim”, destaca.

Produtos Zero
A atribuição zero é utilizada ao produto “Não Contém”. Ele indica restrição ou isenção de algum nutriente em comparação com a versão tradicional. Um exemplo de alimento zero são os sucos que são isentos de açúcar e possuem muito menos calorias em comparação ao produto original. “Por isso, podem ser consumidos tanto por uma pessoa que quer perder ou manter o peso, quanto por um diabético”, afirma Rosangela.


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Dores nas costas atingem 27 milhões de brasileiros



O desconforto não pode ser subestimado
De acordo com o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, 27 milhões de brasileiros apresentam dores na coluna. E são vários os fatores que contribuem para essas dores. “As causas mais comuns são o sedentarismo, as posturas corporais inadequadas adotadas no trabalho, em frente ao computador, ao falar no celular, em atividades físicas mal orientadas, em quadros de obesidade ou até mesmo em momentos de lazer”, explica a fisioterapeuta da Clínica de Fisioterapia da Universidade Positivo, Christina Cepeda.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que 80% da população mundial sofrerá ao menos um episódio de dor nas costas na vida. E por ser tão comum, muitas vezes é subestimada. “Mas essas dores podem significar desde processos degenerativos próprios do processo de envelhecimento como artrose, hérnia de disco, espondilolistese (escorregamento de uma vértebra) ou até mesmo um tumor”, conta Cepeda.
O diagnóstico das dores nas costas é muito banalizado – muitas vezes, elas são encaradas apenas como “mau jeito”. Esse “mau jeito”, no entanto, pode evoluir para uma doença crônica, inflamatória e, potencialmente, incapacitante.
É importante prestar atenção na frequência dessas dores, pois é isso o que diferencia a dor de aguda da crônica. A primeira é uma dor momentânea, que dependendo do caso passa em poucos dias, já a crônica ultrapassa três semanas, necessitando de um acompanhamento médico.
É evidente que nem todo desconforto será, necessariamente, uma emergência, mas é preciso ficar atento às mensagens que o corpo transmite, afinal, prevenir é sempre melhor do que remediar. “Procurar realizar atividades físicas orientadas, manter boa postura corporal durante o desenvolvimento das atividades laborais, ao celular, em frente à TV e na posição sentada, evitar permanecer no computador deitado na cama, cuidar do peso corporal, evitar carregar muito peso, não ultrapassar 10% do peso corporal em bolsas e mochilas, no caso de mochilas, utilizar as duas alças próximo ao corpo, enfim, procurar ser mais ativo e cuidar do corpo”, exemplifica a fisioterapeuta.
A  especialista em Fisioterapia Traumato-Ortopédica Funcional, Rúbia Bennatti, orienta a não fazer uso de medicamentos sem o conhecimento de um profissional da área. “Muitas vezes, as pessoas são mal orientadas em relação aos cuidados com a coluna e, frequentemente, mesmo quando os conhecem, os cuidados são tomados somente nos momentos de dor”, afirma. “As dores geralmente são passageiras, porém, quando intensas e repetidas, é primordial que um especialista oriente os medicamentos e cuidados adequados àquele tratamento”, completa.
Antes da consulta médica, alguns artifícios podem aliviar a dor nas costas. Confira:
Repousar – deitar no chão ou em um colchão mais duro por meia hora;
Dormir de lado – com um travesseiro que apoie o pescoço e outro entre as pernas;
Compressas mornas – colocar bolsa de água quente no lugar da dor para relaxar o músculo;
Tomar banho quente – aproveitar a pressão da água sobre o lugar doído;
Sentar de maneira correta – não cruzar as pernas ao sentar;
Não ficar muito tempo na mesma posição – levantar de hora em hora, no mínimo;
Massagem – feita por um especialista, para o relaxamento dos músculos.
Alongamentos – deitar em uma bola de pilates e soltar cabeça e braços para trás, possibilitando que a coluna seja esticada.



sexta-feira, 8 de julho de 2016

OBESIDADE E EROSÃO DOS DENTES


Adolescentes estão exagerando no consumo de bebidas esportivas

Estudo publicado recentemente no British Dental Journal revela que adolescentes com idade entre 12 e 14 anos têm consumido muitas bebidas esportivas socialmente, aumentando a ocorrência de obesidade e erosão dental. Sabor, preço, facilidade de aquisição e o fato de os pais não estarem a par dos riscos que essas bebidas representam para quem não é atleta se mostraram determinantes.  Quatro escolas participaram do estudo, com um total de 160 alunos nessa faixa etária. Metade deles confirmaram que consomem esse tipo de bebida regularmente. O principal problema é que as bebidas esportivas têm alta concentração de açúcar e níveis baixos de pH, favorecendo a formação de cárie, erosão do esmalte dos dentes e obesidade.

“Na última década, as bebidas esportivas – os isotônicos – se popularizaram bastante. Entretanto, não fazem bem aos dentes. Estudos indicam que os níveis de acidez dessas bebidas podem levar à erosão da superfície dental, comprometendo não só o esmalte e a aparência dos dentes, como também aumentando a sensibilidade e dor. É importante ressaltar, também, o consumo exagerado de sucos industrializados, que contribuem para o desenvolvimento da erosão”, diz Sandra Kalil, professora de Odontopediatria da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas).

De acordo com a especialista, as bebidas esportivas variam muito em sua composição de uma marca para outra. Mas todas têm algo em comum: devem ser consumidas preferencialmente por atletas. “Depois de treinos pesados, a hidratação com esse tipo de bebida alcança um resultado melhor do que a ingestão de água porque as substâncias presentes nas fórmulas repõem minerais e normalizam a quantidade de açúcar no sangue. Por outro lado, se ingeridas até mesmo por adultos que não estejam praticando exercícios, podem facilitar o sobrepeso e fragilizar os dentes, comprometendo a saúde bucal. “Crianças com uma dieta equilibrada jamais deveriam usar esse tipo de bebida. Normalmente, elas o fazem sem saber das consequências. Até mesmo os atletas de alta performance, que estão sempre com uma garrafinha de isotônico nas mãos, deveriam se acostumar a fazer bochechos ou escovar os dentes após a ingestão dessas bebidas altamente açucaradas”.

A cirurgiã-dentista explica que não é bem o açúcar que estraga os dentes, mas o ácido produzido na sequência. “Esse ácido ataca sem piedade o esmalte dos dentes, podendo resultar em lesões de cárie e outros problemas orais mais graves. Além de estimular os adolescentes a reduzir a ingestão dessas bebidas, é importante estimular as crianças desde cedo a beber muita água – que tem, entre outras tantas virtudes, a capacidade de ‘lavar’ a boca, impedindo altas concentrações de bactérias que resultam em cárie e mau hálito. Outra recomendação é preferir água filtrada à água engarrafada. Isso porque a água engarrafada não tem a mesma concentração de flúor que a água potável, tratada e distribuída nas residências brasileiras. E é graças ao flúor que a estrutura dos dentes se torna mais resistente a lesões de cárie. Sendo assim, o ideal é encher uma garrafinha com água várias vezes ao dia para se hidratar como se deve.”

Prof. Dra. Sandra Kalil Bussadori, professora de Odontopediatria da EAP/APCD – Escola de Aperfeiçoamento Profissional da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas – www.apcd.org.br/eap 




quarta-feira, 6 de julho de 2016

Prevenção do câncer: alimentação tem papel fundamental


Médico da Sociedade Brasileira de Cancerologia, alerta para a conscientização e prevenção do câncer, a partir de mudanças nos hábitos alimentares 

Quando o assunto é câncer, doença que deverá registrar aproximadamente 600 mil novos casos neste ano, sendo 295.200 em homens e 300.800 em mulheres, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), questões como prevenção e detecção precoce se tornam primordiais, principalmente quando se considera que cerca de 85% dos cânceres são considerados potencialmente evitáveis.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC), Dr. Robson Moura, ressalta que determinados fatores da dieta, como ingestão de alimentos processados e gordurosos, obesidade, sedentarismo, tabagismo e uso abusivo de álcool são responsáveis por aproximadamente 30% dos cânceres em países desenvolvidos. “Estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) evidenciam que uma dieta balanceada, desde à infância, à base de frutas, legumes e grãos integrais, por exemplo, pode prevenir metade das mortes por doenças cardiovasculares e 1/3 das causas por câncer”.

Fatores protetores dos alimentos

American Institute for Cancer Research (AICR), um dos mais importantes institutos de pesquisa sobre o câncer dos Estados Unidos, recomenda que 2/3 do prato sejam preenchidos com alimentos considerados “anticâncer” ricos em fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes, como grãos integrais, leguminosas, vegetais e muitas frutas, pois oferecem diversos benefícios à saúde das células e do organismo como um todo.

Os campeões “anticâncer”De acordo com Dr. Moura, o ponto-chave de uma dieta “anticâncer” é a sinergia de compostos que trabalham em conjunto no organismo para oferecer proteção para as células saudáveis contra o desenvolvimento do câncer. Há uma extensa lista de alimentos considerados “anticâncer”. Confira alguns e inclua em sua dieta diária.

Frutas e vegetais – maçã, uva, brócolis, couve, e outros vegetais folhosos verde-escuros ajudam na proteção para os cânceres de pulmão, cólon, mama, próstata, boca e estômago;


Fibras – arroz integral, abóbora, chia, aveia crua são protetores para o câncer do intestino grosso;


Legumes e grãos – tomate, feijões, ervilhas, lentilhas ajudam na prevenção do câncer de estômago e pâncreas.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Tapioca: cinco marcas não passam em análise da PROTESTE


Sal e conservantes sem necessidade, além de bactérias, foram os principais problemas encontrados


A tapioca pode ajudar a manter a forma, já que não exige gordura no preparo. Porém, análise  com nove marcas de farinhas prontas, realizada pela PROTESTE Associação de Consumidores, mostra que você pode estar consumindo sal e conservantes sem necessidade. Os produtos Akio, Sabor da Paraíba, Taeq, Cisbra e Chinezinho não são recomendados para compra.

E Taeq e Cisbra trazem bactérias acima do permitido por lei, o que pode causar intoxicação alimentar. A farinha Akio, por exemplo, traz 36,7 mg de sódio em 100 g, ou seja, mais de três vezes do que o segundo maior do  teste (Taeq, com 12 mg em 100 g).
Os produtos mais bem avaliados foram das marcas Paraibinha, Da Terrinha, Pantanal e Beijubom.

Foram verificadas a qualidade dos produtos, levando-se em conta o teor da umidade da farinha e a presença de glúten, além da análise de micro-organismos. Para testar a higiene das tapiocas, foram verificados, entre outros itens, bolores, leveduras e coliformes fecais. Além disso, foram analisados se os rótulos das embalagens estavam completos, inclusive considerando a questão nutricional para constatar, por exemplo, a adição de sal e conservantes.

Diabéticos ou pré-diabéticos não devem exagerar no consumo do produto, porque o índice glicêmico (velocidade com que a glicose é absorvida pelo organismo) da tapioca é alto, maior do que no pão branco e no integral.
Diante do aumento do consumo da goma (como é conhecida  a tapioca), você pode estar colocando no prato uma tapioca adicionada de sal e conservantes sem necessidade.
Vale lembrar que a hipertensão arterial, uma das principais doenças relacionadas ao consumo de sódio e sal, atinge cerca de 25% da população brasileira adulta. E é responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal.

Os outros conservantes usados na maioria dos produtos não fazem mal à saúde. Porém, a adição deveria justificar uma validade maior dessas marcas nas prateleiras, o que não acontece na prática. Algumas marcas - com ou sem aditivos - possuem o mesmo prazo. E no que se refere a alterações por micro-organismos, vimos na análise de higiene que os produtos com esses conservantes se saíram pior: Taeq, Cisbra, Akio e Sabor da Paraíba. Cabe ressaltar que as duas primeiras marcas apresentaram bactérias acima das quantidades permitidas.

Na avaliação da rotulagem, foram identificados ainda problemas na maioria das embalagens. Alguns fabricantes não informam, de forma clara e de fácil compreensão, que o alimento está pronto para consumo ou semipronto, como Taeq, Cisbra, Pantanal e Chinezinho.

A lista de ingredientes é outra informação que deve constar do rótulo. Neste caso, por se tratar de um produto hidratado, a água é um item obrigatório, só que isso não vem na embalagem da Beijubom, que nem traz a relação. Já a Paraibinha apresenta um texto muito pequeno, quase imperceptível, além de citar na lista que apresenta "fécula de mandioca especial" (termo que não existe no mercado).

Na avaliação, foi levada em conta ainda a data de fabricação, que não é uma informação obrigatória, mas que a PROTESTE entende que faz a diferença na hora de comprar um produto mais fresco.

Apenas quatro rótulos ideais
Foi verificado também se as marcas citavam o número do lote e o modo de conservação adequado do produto, principalmente depois de abertas. Só as marcas Akio, Da Terrinha, Sabor da Paraíba e Pantanal se saíram bem nesse critério.

Avaliamos ainda o nível de umidade das farinhas. Ela varia conforme o preparo do trigo para a moagem e as condições de estocagem e climáticas. Você percebe que a goma está úmida em excesso quando forma caroços. Esse percentual de água é essencial para manter a qualidade do produto; porém, quando muito alto, pode ajudar a desenvolver fungos e bactérias. Nisso, todas as marcas se saíram bem.

E a outra boa notícia do teste se refere à ausência de glúten nas gomas. Isso porque muitas pessoas, sobretudo celíacas (intolerantes ao glúten), optam pela tapioca justamente por não conter a proteína, presente no trigo, na aveia, no centeio, na cevada e no malte.

Pedida unificação das normas
Há atualmente duas normas para diferentes grupos de alimentos, como, por exemplo, a tapioca. Elas são contraditórias em alguns aspectos microbiológicos, como higiene.
A PROTESTE solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a unificação das duas normas, na questão microbiológica; e a inclusão de parâmetros de identidade e qualidade da tapioca, como a umidade, já que hoje está sendo bastante consumida em todo o País.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

O uso dos utensílios plásticos na sua marmita



Complementando a matéria "Levar marmita ao trabalho é opção econômica e saudável",
veja as considerações de Miguel Bahiense, presidente da Plastivida, sobre o uso dos utensílios plásticos na sua marmita.


As embalagens plásticas são atóxicas, inodoras e permitem que os alimentos fiquem frescos por mais tempo, prolongando a vida útil de frutas, verduras, legumes, carnes e também de comidas prontas. Além disso, os plásticos usados em embalagens para alimentos e utensílios de cozinha já são regulamentados por órgãos competentes como ANVISA, o que comprova sua segurança.


Bisfenol-A (BPA) não está presentes em todos os tipos de plásticos. Não existe qualquer relação entre substâncias tóxicas e os diversos produtos fabricados com plásticos usados em embalagens de alimentos, utensílios de cozinha, pratos, talheres plásticos, copos, garrafas, potes de freezer e micro-ondas (“tupperwares” e similares), entre outros.


Existem inúmeros estudos científicos que esclarecem que o BPA é uma substância segura. A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (European Food Safety Authority – EFSA) publicou em janeiro de 2015 o estudo científico mais recente sobre os riscos à saúde humana decorrentes da exposição ao BPA afirmando que, nos níveis atuais de exposição, o BPA não apresenta riscos à saúde humana para grupos de diferentes faixas etárias, incluindo recém-nascidos, crianças e adolescentes. Além disso, salienta-se que em 2012 o FDA (U.S. Food and Drug Administration) rejeitou a solicitação de ambientalistas para proibir o uso de BPA em embalagens alimentícias.
 
Além de estudos de entidades nacionais e internacionais, a indústria, como parte do seu compromisso, também investe em pesquisas e estudos sobre os plásticos, seus componentes e os possíveis riscos que eles podem causar à saúde humana. No Brasil, a mesma preocupação de garantir produtos seguros aos consumidores se dá por meio de regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que aprova o uso dos plásticos para diversas aplicações, inclusive na medicina e na culinária. Esse processo se repete em diversos países.
 


Hipertensão: previna-se!







Você sabia que a má alimentação, obesidade, estresse, consumo de bebidas alcoólicas e excesso de sal podem contribuir para o desenvolvimento da hipertensão? Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 30 milhões de brasileiros sofrem da doença e ela é um dos principais fatores para a ocorrência de AVC (Acidente Vascular Cerebral), enfarte, aneurisma arterial, insuficiência renal e cardíaca.


Com o objetivo de conscientizar e informar a população sobre o assunto, a Hortifruti realiza há mais de cinco anos ações durante o mês de abril, quando é comemorado o Dia Nacional de Combate e Prevenção à Hipertensão Arterial (26/04). Neste período, as lojas da rede promovem degustações de receitas especiais, distribuem cartazes informativos e dão dicas de alimentos que são aliados no combate à doença como alcachofra, laranja, linhaça, canela, abacate, peixes, morango, semente de abóbora, melancia e azeite de oliva.
Para quem quer se prevenir, as nutricionistas da Hortifruti listam importantes recomendações e ainda dão a dica de uma receita de sal de ervas, com mais sabor e menos sódio. Confira abaixo:

- Fazer atividade física, de intensidade baixa a moderada, com duração de 30 a 45 min, em pelo menos quatro dias da semana;

- Diminuir o consumo de bebidas alcoólicas;

- Consumir pelo menos 800 mg de cálcio por dia - o nutriente está presente em leite e derivados;

- Restringir o consumo de sal para 6g/dia (corresponde a 2400mg de sódio/dia), por meio da diminuição do consumo de alimentos como: embutidos, batata chips, pickles, bolachas cream cracker, shoyo, sucos e sopas e caldos (legumes, galinha ou carne) artificiais;
- Alterar as receitas do dia a dia eliminando ou reduzindo a quantidade de sal;

- Realçar o sabor das receitas utilizando-se de ervas e especiarias, suco de limão, vinagre ou vinho;

- Preferir as carnes grelhadas ou assadas; evitar as milanesas, churrascos ou carnes com molhos e frituras;

- Evitar Fast Food, que é frequentemente rico em sódio.

No supermercado:
- Ler os rótulos com cuidado;
- Os vegetais enlatados são ricos em sódio porque o sal é adicionado durante o processamento para conservação, evitar e preferir os frescos;
- Evitar preparações instantâneas, congeladas ou enlatadas;
- Adicionar aos pratos ervas e especiarias exóticas, para aprimorar o sabor e diminuir no sal. Manjericão, tomilho, coentro, salsa, cominho, sálvia, alecrim são alguns exemplos (receita abaixo).


RECEITA SAL DE ERVAS:
Ingredientes:
1 colher de sopa de alecrim
1 colher de sopa de salsinha, alho e cebola desidratados
1 colher de sopa de manjericão
1 colher de sopa de orégano
1/2 xícara de sal rosa


Modo de preparo:
Adicione todos os ingredientes no liquidificador ou mixer e bata até que fiquem misturados e mais finos.
Conserve em um recipiente de vidro tampado.
Validade: 3 semanas.